Outro grito!

O texto abaixo é a resposta que enviei a uma mensagem enviada por amigos, contendo mais de seiscentas assinaturas:
"Não me custa assinar. Mas...é recomendável não envolver políticos nisso, pois além de ladrões, eles são surdos e mudos. Somente falam... e falam bobagens, besteiras, asneiras, mentiras. Eles não têm e nunca terão capacidade para mudar nada, para fazer nada, a não ser cuidar dos seus mais pessoais e mesquinhos interesses. Portanto, não percamos tempo com eles. Se há alguma coisa em que acredito para mudar a situação caótica em que estamos vivendo (as catástrofes climáticas que resultam da abusiva quantidade de veículos que circulam na cidade [consumo estimulado pelo irresponsável governo que abre mão de impostos para beneficiar as montadoras], do excesso de consumo de álcool por motoristas estimulados pelos sindicatos de donos de bares e restaurantes [esses, por sua vez, incentivados pela recusa fiscal que os governos dão aos fabricantes de bebidas..., abrindo mão de dinheiro que deveria servir para educar as pessoas e que, ao contrário, serve para ajudar a matá-las]... ah! chega), depende apenas de nós. Tenho pensado muito nisto nos últimos dias. A farra de Copenhague é um exemplo concreto disto. Mais uma vitória do capitalismo destrutivo, amparado pelos governos que governam para as empresas e se põem de costas para as sociedades. Mentirosos, farsantes, que se dizem preocupados com o clima do planeta mas permitem o desmatamento e a produção irrefreada de veículos poluidores. Acredito em nós, na nossa capacidade de convencer as pessoas a andarem menos de carro e a beberem menos quando forem dirigir. Comprometo-me, a seguir, a enviar esta lista para o maior número de pessoas que puder. Daqui de casa, de imediato, já vão três assinaturas (nos. 638, 639, 640). Que isto continue. Mas, por favor, não precisam se preocupar com palácios e planaltos, pois isto não faz mais o menor sentido. Desilusão com a política? Apenas razões de sobra para acreditar que podemos mais porque somos muitos mais. Que a força para realizar as mudanças, para realizar a verdadeira política está conosco e não com uma meia dúzia de meliantes e assaltantes do dinheiro público. Que não precisamos de panetones "dados" por bandidos e que podemos comprar os quisermos, com os sabores que mais apreciamos, com o dinheiro suado do nosso trabalho honesto. Aliás, proponho que comecemos a pensar em mudar os nomes das duas iguarias (pizza e panetone, que os nossos irmãos italianos nos trouxeram) que tanto apreciamos e que agora estão associados ao que mais odiamos. Feliz Natal para todos, comam bastante do saboroso bolo de massa simples, recheado de frutas ou gotas de chocolate e ignorem os políticos, já nas próximas eleições. Qualquer mudança, advirá da nossa indignação. Não sei como faço para enviar a mensagem a todos os endereços que estão nesta lista, mas vou publicar o depoimento da menina e o texto da mensagem no meu blog".

A agonia da menina!

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O grito, Edward Munch.

"Mãe!
Fui a uma festa, e me lembrei do que você me disse.Você me pediu que eu não tomasse álcool,mãe... Então, ao invés disso, tomei uma 'Sprite'. Senti orgulho de mim mesma, e do modo como você disse que eu me sentiria e que não deveria beber e dirigir. Ao contrário do que alguns amigos me disseram, fiz uma escolha saudável, e teu conselho foi correto. E quando a festa finalmente acabou, e o pessoal começou a dirigir sem condições... Fui para o meu carro, na certeza de que iria para casa em paz ...Eu nunca poderia imaginar o que estava me aguardando, mãe... Algo que eu não poderia esperar ....Agora estou jogada na rua, e ouvi o policial dizer: O rapaz que causou este acidente estava bêbado'... Mãe; sua voz parecia tão distante...Meu sangue está escorrido por todos os lados e eu estou tentando com todas as minhas forças, não chorar... Posso ouvir os para-médicos dizerem:- 'A garota vai morrer' ...Tenho certeza de que o garoto não tinha a menor idéia, enquanto ele estava a toda velocidade, afinal, ele decidiu beber e dirigir, e agora tenho que morrer...Então por que as pessoas fazem isso, mãe? Sabendo que isto vai arruinar vidas ? E agora a dor está me cortando como uma centena de facas afiadas...
Diga a minha irmã para não ficar assustada, mãe! Diga ao Papai que ele seja forte. E quando eu for para o céu, escreva 'Garotinha do Papai' na minha sepultura. Alguém deveria ter dito aquele garoto que é errado beber e dirigir.
Talvez, se seus pais tivessem dito, eu ainda estaria com
Possibilidades de continuar viva. Minha respiração está ficando mais fraca, mãe, e estou realmente ficando com medo.... Estes são meus momentos finais e me sinto tão despreparada ...! Eu gostaria que você pudesse me abraçar, mãe... Enquanto estou estirada aqui, morrendo, eu gostaria de poder dizer que te amo, mãe.! Então.... Te amo e adeus...!'".

Essas palavras foram escritas por um repórter que presenciou o acidente. A jovem, enquanto agonizava, ia dizendo as palavras e o repórter, anotando... 

Pobre terra. Vitória do capitalismo destrutivo!

"Hay que salvar al planeta y no a este sistema económico."

Por Eduardo Lucita (La Arena)
"Mientras líderes y especialistas de todo el mundo iban a la cita de la ONU para tratar las consecuencias del cambio climático, miles de manifestantes proclamaban en las calles de Copenhague "No a los gases contaminantes, si a la vida", o "No hay planeta "B".

La reacción de esos manifestantes la mayoría jóvenes provenientes de distintas latitudes, que fueron reprimidos, encarcelados y aún deportados en estos días de la Cumbre, no debe desestimarse. Obedece a la convicción que el planeta esta jugando en tiempo de descuento.

Es que el cambio climático es ya una realidad inocultable. Los informes científicos dan cuenta que en el siglo XX la temperatura promedio de la superficie de la tierra aumentó 0,6 grados centígrados, el nivel del mar subió entre diez y veinte centímetros y los glaciares muestran un pronunciado retroceso.

La tierra misma se ha rebelado. Las catástrofes naturales de los últimos tiempos, el tsunami en la costa asiática; los terremotos en Cachemira o los tornados en el Caribe y en el sur de los EE.UU, las inundaciones en América del Sur, han mostrado una capacidad destructiva que registra pocos antecedentes. Constituyen una verdadera insurrección de la naturaleza contra un sistema económico que maximiza ganancias sin considerar sus efectos sobre el hábitat natural y sus necesarios equilibrios.

Calentamiento global

Para los científicos el fenómeno que estamos atravesando es un cambio estructural provocado por un fuerte desequilibrio global del sistema climático. Es que el aumento en la temperatura promedio de la superficie terrestre ha alcanzado niveles sin precedentes y este aumento está fuertemente relacionado con otro: el incremento de carbono en la atmósfera, bajo la forma de gas carbónico y gas metano, cuya importancia en el efecto invernadero está científicamente comprobada.

Es que la exacerbación de la sociedad de consumo y los sistemas productivos actuales hacen que se bombardee la atmósfera con un volumen de gas que casi duplica la capacidad de absorción natural. El excedente se acumula, provocando el aumento del efecto invernadero y por consiguiente de la temperatura. Esta acumulación tiende a aumentar con el calentamiento.

Aceleramiento del cambio

Es el calentamiento del planeta, producto de la actividad humana, la fuerza motriz del cambio climático estructural. Las alteraciones climáticas y su aceleración, especialmente desde la década de los '90, obedece a actividades económicas que incrementan las concentraciones atmosféricas de gases de efecto invernadero; deforestaciones; uso intensivo de campos para cultivo; drenaje de humedales; uso de fertilizantes especiales a base de nitratos; ciertos procesos industriales. Sin embargo no se trata de estigmatizar a la "actividad humana" en general, como suelen hacer los informes del GIEEC, sino responsabilizar a las formas que adquirió esta actividad desde la revolución industrial en adelante. Sobre todo la quema de combustibles fósiles y las deforestaciones.

Según el GIEEC, la estabilización del clima a nivel lo menos peligroso posible requiere que las emisiones de gases con efecto invernadero terminen antes de 2015 y disminuyan de 50 a 85% de aquí al año 2050, en relación con el 2000. El grupo diferencia los países imperialistas de los menos desarrollados. Estima que los primeros en virtud de su responsabilidad en el calentamiento global deben reducir sus emisiones de 25 a 40% de aquí al 2020 y de 80 a 95% de aquí al 2050, tomando como referencia base las emisiones de 1990, en tanto que la curva de emisiones de los segundos debe bajar de 15 a 30%.

La Cumbre de la ONU

Cuando la cumbre, que inició el 7 de este mes, fue convocada despertó innumerables expectativas. La discusión previa estaba centrada en reducir las emisiones para no superar un incremento de 2 grados centígrados en la temperatura global, pero un grupo de 43 países, las llamadas islas/Estado, que albergan unos 40 millones de personas, han planteado que no se puede superar 1,5 grados porque corren el riesgo de desparecer en los próximos 20 años.

A poco de comenzar las negociaciones las esperanzas en alcanzar una serie de compromisos, firmado por los 192 países presentes, especialmente EE.UU. y China los mayores contaminadores, se han desvanecido. Los grandes países del norte se niegan a firmar un documento que cuantifique las metas a alcanzar y no reconocen su deuda histórica con los países del sur. EE.UU. no quiere comprometerse con una reducción sustancial de sus emisiones, China no acepta que las reducciones que se acuerden resulten obligatorias y controladas por un organismo internacional. Por si algo faltara se discute quien pondrá los fondos para financiar la reconversión de los procesos productivos en los países menos desarrollados

Frente esta inflexibilidad los países de menor desarrollo han amenazado con abandonar la cumbre. Al momento de redactar este artículo las negociaciones están suspendidas y el resultado final es incierto. Sin embargo se espera que el encuentro de hoy viernes entre el presidente estadounidense y el primer ministro chino deje algún saldo positivo. Aunque como dijo el presidente Hugo Chávez al llegar a la cumbre: "Si el clima fuera un banco ya lo hubieran rescatado".

El modelo contaminante

De todas formas no puede esperarse ninguna solución de fondo. El problema radica en el modelo industrial, en el agro-negocio, en la sociedad de consumo. En última instancia en el sistema capitalista como tal, en la lógica de la acumulación de capitales y en los criterios productivistas impulsados principalmente por las corporaciones, para mantener y maximizar sus tasas de ganancia. Porque técnicamente las fuentes renovables disponibles permitirían satisfacer las necesidades futuras de la humanidad. Se lograría así una importante disminución del consumo de energía (50% o más en los países desarrollados), esto requeriría una baja significativa de la producción material, con lo que se lograría una reducción estructural de las emisiones, que debiera complementarse con la protección de los bosques existentes, ya que la deforestación es la segunda causa de emisión de gas de efecto invernadero.

Salvar al planeta y a la vida puede sintetizarse, según el especialista Daniel Tanuro, en la siguiente ecuación: "hay que producir globalmente menos, al tiempo que se atienden las demandas legítimas de tres mil millones de seres humanos que tienen muchas necesidades fundamentales insatisfechas".

Ecosocialismo

El filósofo Michael Löwy explica que "cuando el tema es ecología y socialismo, lo primero a considerar es hasta qué punto la razón capitalista está llevando a nuestro pequeño planeta -y a los seres vivos que lo habitan- a una situación catastrófica desde el punto de vista del medio ambiente, de las condiciones de supervivencia de la vida humana y de la vida en general". El presidente Evo Morales fue más directo: "Si queremos salvar al planeta hay que acabar con el capitalismo".

La cuestión es que el sistema del capital no puede resolver esta ecuación pues es estructuralmente incapaz de reducir la producción material global al tiempo que produce más para atender las necesidades aún no atendidas. Para Tanuro, "combinar el legítimo derecho al desarrollo humano y la puesta en marcha de un programa de transición mundial planificado, democrático y racional hacia un sistema energético ahorrativo y eficiente, basado exclusivamente en fuentes renovables, independientemente de los costos, sólo es posible si se recurre a medidas anticapitalistas radicales".

Es lo que se conoce bajo el nuevo concepto de ecosocialismo. "Expresión concentrada del combate común contra la explotación del trabajo humano y contra la destrucción de los recursos naturales por el capitalismo: el ecosocialismo no procede de una visión idealista y quimérica sobre la "armonía" a establecer entre la humanidad y la naturaleza, sino de la necesidad materialista de gestionar los intercambios de materia entre la sociedad y el medioambiente según la razón ecológica, es decir, del modo más compatible posible con el buen funcionamiento de los ecosistemas".

Convendría retener estos conceptos, si tomamos conciencia que el futuro de la humanidad está en duda."

Eduardo Lucita es integrante del colectivo EDI (Economistas de Izquierda).
Publicado em ARGENPRESS. 18/12/2009

Los abrazos rotos, o filme de Almodovar.

Um filme imperdível. Atenção para "A ciegas", música final composta por Alberto Iglesias e interpretada por Miguel Poveda, que pode ser ouvida na página do filme.

A morte de Jeanne-Claude Denat de Guillebon.

Notícia sobre a morte da artista Jeanne-Claude, esposa e parceira artística de Christo.
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Mais sobre isto em Clarin, Caderno Ñ, de 19/11/2009 e na página dos dois artistas na internet: http://www.christojeanneclaude.net/

Félix Luna y el mar.

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Agora é Mercedes quem canta para Félix Luna. 
" ´Alfonsina y el mar´, la canción dedicada al suicidio de Alfonsina Storni, fue escrita por Félix Luna junto a Ariel Ramírez. Luna, historiador, periodista y divulgador, murió la semana pasada a los 84 años. Entre sus libros más leídos y destacados se cuentan El 45, Los caudillos, De Perón a Lanusse y Soy Roca. A fines de los ‘60, atravesó un período, hoy algo olvidado, durante el que fue letrista de Ramírez. Juntos, compusieron los discos Navidad nuestra (1964), Los caudillos (66), Cantata Sudamericana (1971) y el disco Mujeres argentinas, el disco grabado por Mercedes Sosa en 1969 en el que se incluía “Alfonsina”. La canción fue cantada por nombres como Nana Mouskouri, José Carreras, Paloma San Basilio, Lucho Gatica, María Jiménez, Chabuca Granda y, en los últimos años, Andrés Calamaro."
A letra desta música está na matéria sobre a morte de Félix Luna, publicada em Página12 - Radar, do dia 08/11/2009.
A música pode ser ouvida no player abaixo:

A aventura etnológica.

"La tâche essentielle de quelqu'un qui consacre sa vie aux sciences humaines, c'est de s'attaquer à ce qui semble le plus arbitraire, le plus anarchique, le plus incohérent, et d'essayer de découvrir un ordre sous-jacent ou du moins d'essayer de voir s'il existe un ordre sous-jacent."
(Claude Lévi-Strauss, La grande aventure de l´ethnologie Parte I e Parte II, texto publicado no jornal Le Nouvel Observateur em 17/05/1968).

Dossier sobre Claude Lévi-Strauss.

Dossier sobre Claude Lévi-Strauss publicado no
Nouvel Observateur.

Mais notícias sobre a morte de Claude Lévi-Strauss.

Link para a minha página no Google Notícias, onde podem ser lidas muitas informações que acabam de ser publicadas na imprensa sobre a morte do importante pensador.

Adeus, grande mestre!

Claude Lévi-Strauss image

Anunciada, há poucos minutos atrás, a morte, aos 100 anos, do antropólogo e filósofo Claude Lévi-Strauss.

"O etnólogo e antropólogo estruturalista belga Claude Lévi-Strauss morreu na noite de sábado para domingo (1º) aos 100 anos, de acordo com um porta-voz da Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais de Paris, na França. As informações são do jornal francês ´Le Monde´.
Nascido em Bruxelas, na Bélgica, Lévi-Strauss foi um dos grandes pensadores do século 20. Ele, que completaria 101 anos em 28 de novembro, tornou-se conhecido na França, onde seus estudos foram fundamentais para o desenvolvimento da antropologia. Filho de um artista e membro de uma família judia francesa intelectual, estudou na Universidade de Paris.
De início, cursou leis e filosofia, mas descobriu na etnologia sua verdadeira paixão. No Brasil, lecionou sociologia na recém-fundada Universidade de São Paulo, de 1935 a 1939, e fez várias expedições ao Brasil central. É o registro dessas viagens, publicado no livro ´Tristes Trópicos´ (1955) que lhe trará a fama. Nessa obra ele conta como sua vocação de antropólogo nasceu durante as viagens ao interior do Brasil.
Exilado nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi professor nesse país nos anos 1950. Na França, continuou sua carreira acadêmica, fazendo parte do círculo intelectual de Jean Paul Sartre (1905-1980), e assumiu, em 1959, o departamento de Antropologia Social no College de France, onde ficou até se aposentar, em 1982.
O estudioso jamais aceitou a visão histórica da civilização ocidental como privilegiada e única. Sempre enfatizou que a mente selvagem é igual à civilizada. Sua crença de que as características humanas são as mesmas em toda parte surgiu nas incontáveis viagens que fez ao Brasil e nas visitas a tribos de indígenas das Américas do Sul e do Norte.
O antropólogo passou mais da metade de sua vida estudando o comportamento dos índios americanos. O método usado por ele para estudar a organização social dessas tribos chama-se estruturalismo. ´Estruturalismo´, diz Lévi-Strauss, ´é a procura por harmonias inovadoras´.
Suas pesquisas, iniciadas a partir de premissas linguísticas, deram à ciência contemporânea a teoria de como a mente humana trabalha. O indivíduo passa do estado natural ao cultural enquanto usa a linguagem, aprende a cozinhar, produz objetos etc. Nessa passagem, o homem obedece a leis que ele não criou: elas pertencem a um mecanismo do cérebro. Escreveu, em ´O Pensamento Selvagem´, que a língua é uma razão que tem suas razões - e estas são desconhecidas pelo ser humano.
Lévi-Strauss não via o ser humano como um habitante privilegiado do universo, mas como uma espécie passageira que deixará apenas alguns traços de sua existência quando estiver extinta.
Membro da Academia de Ciências Francesa (1973), integrou também muitas academias científicas, em especial européias e norte-americanas. Também é doutor honoris causa das universidades de Bruxelas, Oxford, Chicago, Stirling, Upsala, Montréal, México, Québec, Zaïre, Visva Bharati, Yale, Harvard, Johns Hopkins e Columbia, entre outras.
Aos 97 anos, em 2005, recebeu o 17o Prêmio Internacional Catalunha, na Espanha. Declarou na ocasião: 'Fico emocionado porque estou na idade em que não se recebem nem se dão prêmios, pois sou muito velho para fazer parte de um corpo de jurados. Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele - isso é algo que sempre deveríamos ter presente'". Nota transcrita na íntegra do Portal UOL.

Cronologia da obra de Claude Lévi-Strauss (Portal UOL).
Outra nota publicada no Portal UOL.
Galeria de fotos (UOL), com fotos de quando o antropólogo viveu no Brasil.
Dossier no jornal francês Le Monde.

Design comparativo.

"¿El docente de diseño debe mostrar modelos a sus alumnos? Agunos docentes prefieren no influir en el desarrollo creativo del alumno mientras que otros consideran que es fundamental que este conozca de antemano y estudie a fondo los mejores modelos existentes del tipo de proyecto que debe encarar."
Há uma pequena participação minha (a nota número 8) neste debate promovido pelo periódico argentino FOROALFA. Enfim, algo que me incomoda muito no ensino do design é esta exigência escravizadora de criatividade, especialmente nestes dias e neste mundo tão intensamente interconectado.

Extraordinário!

O incrível encontro da ciência e da técnica com a arte. Outros videos podem ser vistos em LumiereTechnology.
Ver também interessante matéria sobre isto publicada hoje no Caderno Ñ, do jornal argentino Clarin.

O fotógrafo em documentário.

Documentário de Aline Sasahara sobre a exposição Êxodos, do fotógrafo Sebastião Salgado. Este e outros filmes latinoamericanos disponíveis na Televisión América Latina.

Retrospectiva de László Moholy-Nagy.

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Pintura (sem título) de László Moholy-Nagy,
realizada em 1927.
Artes aplicadas y relacionadas
"Al cumplirse noventa años de la fundación de la influyente escuela Bauhaus, se inauguró en esta ciudad una retrospectiva de uno de sus artistas y docentes clave, que fue pionero del arte multimedia en los años veinte y treinta." Matéria publicada hoje no jornal argentino Página12.

"Ossos"

Trailler do filme "Ossos", do diretor português Pedro Costa, exibido na sessão de encerramento da mostra "Conversações".

Entrevista com Manuela Carneiro da Cunha.

Hoje, os países da Europa ocidental só falam em desenvolvimento sustentável e Índice de Desenvolvimento Humano. Hoje, existe mercado de crédito de carbono, além de outros mecanismos para valorizar a floresta.
Por que o Brasil tem de seguir tardiamente um modelo de desenvolvimento antiquado e predatório? Por que, para fornecer commodities, temos de acabar com outros recursos importantes para nosso futuro?”.
Trecho da entrevista com a antropóloga Manuela Carneiro da Cunha, publicada no jornal Folha de São Paulo – Mais!, deste domingo.

A era do compromisso.

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"Constantin Costa-Gavras, referente del cine político y social, ha sido durante décadas un azote para las conciencias de Europa y América. Vuelve con Edén al Oeste, donde muestra el drama de la emigración, mientras aparece en su punto de mira la nueva ´nobleza capitalista´." Entrevista publicada hoje no jornal espanhol El País.

Mostra "Conversações": um acontecimento interessante.

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Fogo destrói obras de Hélio Oiticica no Rio de Janeiro.

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O artista plástico Hélio Oiticica (1937-1980) veste
o Parangolé, um de seus trabalhos mais notáveis(1968).
"Um incêndio destruiu, no final da noite de sexta-feira, parte da residência do pintor e arquiteto César Oiticica, irmão do pintor, escultor e artista plástico Hélio Oiticica, morto em 1980, aos 42 anos. A casa fica na região do Jardim Botânico, no bairro de Botafogo, zona sul do Rio.
No local estavam cerca de 2 mil obras do artista. ´Perdemos cerca de 200 milhões de dólares, mas esse não é o valor principal, o valor em dinheiro não significa nada. É uma perda que o mundo inteiro irá lastimar. A cultura brasileira ficou ferida. Eu me sinto pessimamente´, disse César, em entrevista à Rádio CBN.
Viaturas do quartel de Humaitá foram deslocadas para a residência, mas ainda não se sabe o que teria causado o incêndio, que começou no primeiro andar da casa. Segundo a família, os bombeiros demoraram para chegar na casa e começar o combate ao fogo." Notícia transcrita da Agência Estado. Mais sobre Hélio Oiticica no portal UOL/Folha Online. Mais sobre este acontecimento deplorável, também no portal UOL.

Gracias a Mercedes!

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Mercedes Sosa morreu nesta madrugada, aos 74 anos.
Ler mais em Folha Online (04/10/2009). Músicas da grande mulher e cantora na Rádio UOL. Outras notícias, fotos e videos nos jornais Clarin, La Nación e Página12. Mais notícias sobre a morte, os funerais e sobre a vida de La Negra também em Página12. Outros textos de jornalistas latinoamericanos publicados no ARGENPRESS Cultural    (10/10/2009).

Un vestido y un amor
(Música de Fito Paez)

Te vi
Juntabas margaritas del mantel
Ya se que te trate bastante mal
No se si eras un angel o un rubi
O simplemente te vi

Te vi
Saliste entre la gente a saludar
Los astros se rieron otra vez
La llave de mandala se quebro
O simplemente te vi
Todo lo que diga esta de mas
Las luces siempre encienden
En el alma
Y cuando me pierdo en la ciudad
Vos ya sabes comprender
Es solo un rato no mas
Tendria que llorar o salir a matar
Te vi, te vi, te vi
Yo no buscaba a nadie y te vi

Te vi
Fumabas unos chinos en madrid
Hay cosas que te ayudan a vivir
No hacias otra cosa que escribir
Y yo simplemente te vi

Me fui
Me voy de vez en cuando a algun lugar
Ya se, no te hace gracia este pais
Tenias un vestido y un amor
Yo simplemente te vi.


Michel Maffesoli: "El futuro ya no moviliza energías"


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"Para el sociólogo francés Michel Maffesoli posmodernidad es el nombre "provisorio" que se le da a esta época en la que no se piensa en mañana y sólo se trata de vivir intensamente el presente. En América Latina y en Extremo Oriente, afirma, se desarrollan los laboratorios de la creatividad."
Entrevista do sociólogo francês ao jornalista Héctor Pavón, publicada ontem no Caderno Ñ, do jornal argentino Clarin.

Documentário sobre Milton Santos.

Festival Latinoamericano de la Clase Obrera (Felco).
"O Felco (Cine e Vídeo) é um festival de arte e cultura política sem fins comerciais dedicado a reunião de acervo, difusão de obras, formação de público e debate crítico acerca de produções artísticas.
Criado em 2004 na Argentina, o Festival foi apresentado ao público mineiro em outubro de 2006, se repetindo em formatos semelhantes nos anos de 2007, 2008 e 2009.
A Mostra Itinerante da Escola de Design será realizada no dia 18 de setembro, no auditório da Escola de Design, a partir das 17:00 h e será seguida por mesa-redonda no qual aspectos da exibição serão debatidos por membros da Rede Felco Minas e representante do corpo docente da UEMG e UFMG."

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"Um encontro com Milton Santos ou A globalização Vista do lado de cá" - 89 min. Brasil - 2006 - Direção: Silvio Tendler
Sinopse: O geógrafo brasileiro Milton Santos foi um dos mais importantes críticos da globalização. O documentário aborda as idéias e a vida do autor do livro "Por Uma Outra Globalização".
Mesa-redonda
Membros Rede Felco Minas: Letícia Ahouagi, Nelson Pombo, Neimar Alves Barroso
Professores Convidados: Mário Santiago (ED-UEMG) e William Rosa Alves (IGC-UFMG)
Para saber mais: http://redefelcominas.ning.com

Paco de Lucía

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"Paco de Lucía es el nombre artístico de Francisco Sánchez Gómez, nacido en Algeciras, Cádiz, España, el 21 de diciembre de 1947. Cabe decir que es uno de los más grandes guitarristas de la música flamenca española, e igualmente un virtuoso de la guitarra como instrumento. Si hoy lo evocamos, en realidad es por su contribución al flamenco, del que fue un verdadero renovador."  Mais sobre o guitarrista e um pouco de música em ARGENPRESS Cultural.

Atahualpa Yupanqui

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"La música es una de las cosas que puede salvar al mundo, porque un hombre que busca y encuentra y se solaza horas y días y años y años luz, a través de generaciones, con la belleza, ¿qué otra cosa puede querer que un mundo mejor?" Atahualpa Yupanqui
Ler mais e ouvir um pouco da sua música em ARGENPRESS Cultural.

As dores da globalização.

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"Menos dinero, menos tiempo, menos consumo, ¿menos sesiones? La exposición de un caso testigo y los argumentos teóricos de los franceses Robert Lévy, Jacques Nassif, y los argentinos Luis Hornstein y Germán García, entre otros consultados, funcionan como disparador para ponerse a pensar en el valor y la vigencia del psicoanálisis en un contexto económico y social en el que las que mandan son la ansiedad y la incertidumbre." Interessante matéria de Guido Carelli Lynch, publicada hoje no Caderno Ñ, do jornal Clarin.

Estetización y mistificación de la vida en el sistema publicitario.

image "El concepto de “estetización” de la vida y las relaciones sociales a pesar de no hallarse reconocido por la RAE 2 tiene ya una importante trayectoria dentro del campo de las ciencias humanas. Autores de diversa procedencia (sociólogos, teóricos de la comunicación, filósofos, historiadores) han teorizado sobre el mismo y el estudio que tienen entre manos no pretende sino ser una pequeña aportación más a esa labor común. En el presente trabajo abordaremos no sólo la estetización de la vida, sino su falsificación a partir del filtro que supone el sistema publicitario 3 como generador de cosmovisiones. Para precisar más en nuestro análisis, realizaremos un zoom para acercarnos al efecto que tiene la publicidad sobre el conjunto de las clases populares. Por éstas entendemos todas aquellas personas que se ganan la vida con su trabajo y comparten espacios vitales si no iguales, adyacentes: desocupados, trabajadores asalariados, autónomos, funcionarios e incluso pequeños empresarios." Interessante ensaio do artista espanhol Jon E. Illescas Martínez, publicado pelo jornal ARGENPRESS Cultural em 08/08/2009. Ler a primeira e a segunda parte do texto.

O mundo visto pelo olhar de Milton Santos.

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Abaixo, um trecho do livro O país distorcido, do geógrafo brasileiro Milton Santos, da editora PubliFolha.

Por uma globalização mais humana

"A globalização é o estágio supremo da internacionalização. O processo de intercâmbio entre países, que marcou o desenvolvimento do capitalismo desde o período mercantil dos séculos 17 e 18, expande-se com a industrialização, ganha novas bases com a grande indústria, nos fins do século 19, e, agora, adquire mais intensidade, mais amplitude e novas feições. O mundo inteiro torna-se envolvido em todo tipo de troca: técnica, comercial, financeira, cultural.
Vivemos um novo período na história da humanidade. A base dessa verdadeira revolução é o progresso técnico, obtido em razão do desenvolvimento científico e baseado na importância obtida pela tecnologia, a chamada ciência da produção.
Todo o planeta é praticamente coberto por um único sistema técnico, tornado indispensável à produção e ao intercâmbio e fundamento do consumo, em suas novas formas.
Graças às novas técnicas, a informação pode se difundir instantaneamente por todo o planeta, e o conhecimento do que se passa em um lugar é possível em todos os pontos da Terra.
A produção globalizada e a informação globalizada permitem a emergência de um lucro em escala mundial, buscado pelas firmas globais que constituem o verdadeiro motor da atividade econômica.
Tudo isso é movido por uma concorrência superlativa entre os principais agentes econômicos -- a competitividade.
Num mundo assim transformado, todos os lugares tendem a tornar-se globais, e o que acontece em qualquer ponto do ecúmeno (parte habitada da Terra) tem relação com o acontece em todos os demais.
Daí a ilusão de vivermos num mundo sem fronteiras, uma aldeia global. Na realidade, as relações chamadas globais são reservadas a um pequeno número de agentes, os grandes bancos e empresas transnacionais, alguns Estados, as grandes organizações internacionais.
Infelizmente, o estágio atual da globalização está produzindo ainda mais desigualdades. E, ao contrário do que se esperava, crescem o desemprego, a pobreza, a fome, a insegurança do cotidiano, num mundo que se fragmenta e onde se ampliam as fraturas sociais.
A droga, com sua enorme difusão, constitui um dos grandes flagelos desta época.
O mundo parece, agora, girar sem destino. É a chamada globalização perversa. Ela está sendo tanto mais perversa porque as enormes possibilidades oferecidas pelas conquistas científicas e técnicas não estão sendo adequadamente usadas.
Não cabe, todavia, perder a esperança, porque os progressos técnicos obtidos neste fim de século 20, se usados de uma outra maneira, bastariam para produzir muito mais alimentos do que a população atual necessita e, aplicados à medicina, reduziriam drasticamente as doenças e a mortalidade.
Um mundo solidário produzirá muitos empregos, ampliando um intercâmbio pacífico entre os povos e eliminando a belicosidade do processo competitivo, que todos os dias reduz a mão-de-obra. É possível pensar na realização de um mundo de bem-estar, onde os homens serão mais felizes, um outro tipo de globalização."
Fonte: FolhaOnline 06/05/2007

A morte de Merce Cunningham.

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Matéria publicada pelo jornal The New York Times sobre o coreógrafo norte-americano Merce Cunningham, ocorrida no último domingo. Recomendação especial para o álbum de fotos. Esta foto, de Andrea Mohin/The New York Times, foi retirada desse álbum.

A música de Armand Amar para o filme "Home".

Um trailer diferente, da música composta pelo israelense Armand Amar para o belo documentário do cineasta e fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand, Home.

Um novo mundo cruel.

image Entrevista com Zygmunt Bauman, publicada hoje no Caderno Ñ, do jornal Clarin, de Buenos Aires. ”El sociólogo que sacudió a las ciencias sociales con su concepto de "modernidad líquida" advierte, en una entrevista exclusiva, que hay un temible divorcio entre poder y política, socios hasta hoy inseparables en el estado-nación. En todo el mundo, dice, la población se divide en barrios cerrados, villas miseria y quienes luchan por ingresar o no caer en uno de esos guetos. Aún no llegamos al punto de no retorno, dice con un toque de optimismo.”

Sempre Pina Bausch.

image Pina Bausch, 1983, no papel da Principessa Lherimia, no filme de Federico Fellini, E La Nave Va. Ver matéria de Joachim Kronsbein (e mais fotos) publicadas hoje no jornal alemão Der Spiegel: Life After Pina Bausch.

Um obituário para Pina Bausch.

image Pina Bausch: Café Müller. Barcelona-2008.

El cariño de sus manos. Por Eva La Yerbabuena (bailaora y amiga de Pina Bausch). "No encuentro las palabras adecuadas para describir no sólo el nivel artístico, sino la calidad humana de Pina. Llegó a mi vida justo cuando yo más la necesitaba, porque acabó con un montón de dudas que me corroían: cómo compartir horas con los músicos y los bailarines, cómo explicarles lo que sientes... Yo no sabía si abrirme plenamente a la gente. Pina me guió con frases como: "No me interesa cómo se mueve alguien sino qué la conmueve". O "trabaja siempre con la intuición y el corazón". Pina lo ha dado todo por la danza, cada uno de sus poros emanaba danza; se sumergía tanto en su pasión que se le olvidaba comer y había que recordárselo. Con sólo mirarla a los ojos veías lo especial que era y su energía, su agilidad, su sutileza... Para mí Pina lo encierra todo. Cualquiera que la viera sintió que Pina le estaba contando algo. La primera vez que fui al festival de Wuppertal viví el cuento de la cenicienta: no conocía a Pina; y algo, no mucho, de la danza contemporánea, como Ana Laguna. Y justo me crucé a mi llegada con Ana: no pude aguantar los gritos de emoción. Aquella noche Pina asistió a mi espectáculo, y me sorprendió verla tan emocionada, lo cual me hizo muy feliz. A Pina le encantaba el flamenco. Una de mis ilusiones hubiera sido haber compartido escenario con ella. Le dieron un premio en Valencia, fui allí, y le conté mi ilusión -ni me atrevía a pedírselo porque me parecía una osadía-. Pina sacó un calendario gigante, me buscó un hueco y empezamos a colaborar. La última vez que la vi fue en noviembre, en Wuppertal. Al final de mi espectáculo, cenamos. Recuerdo de ese momento su tacto, sus abrazos, su ternura. Le pedí que se cuidara y me respondió que lo hacía. No olvidaré aquel cariño que salía del tacto de sus manos". La Nacion, 01/07/2009.

Saudade de Pina Bausch!

Morreu hoje a grande coreógrafa alemã. image Ver interessante álbum de fotos sobre a carreira de Pina Bausch, publicado hoje no portal UOL.

O Ocidente mais uma vez contra os muçulmanos.

AFP Mulheres vestem o niqab, roupa proibida na França Proibição de vestimenta islâmica faz muçulmanos pensarem em deixar a França. "Faiza S. prefere não pensar nisso. Não pensar nesse dia em que, para poder viver na França, será preciso que ela tire o meio-véu negro que esconde do mundo exterior seu rosto redondo de trintona sorridente. Esse pedaço de tecido, que ela ergue ou abaixa com um gesto rápido, dependendo das circunstâncias, só deixa aparecer seus olhos castanhos. Ele completa a vestimenta islâmica, o niqab que Faiza adotou pouco após sua chegada na França, nove anos atrás: um véu negro que cobre seus cabelos, sua testa, seu pescoço e ombros, que desce sobre uma saia longa e uma ampla túnica cor de ameixa. Meias pretas cobrem os pés e os tornozelos. Somente as mãos, decoradas com anéis, são visíveis. "Infelizmente, sempre fui alérgica a luvas", lamenta a marroquina que, enquanto fala de suas aulas de taekwondo, vai à escola buscar três de seus quatro filhos. Antes de passar pelo portão do estabelecimento, ela mostra seu rosto e, alternando "Bom dia" e "Salam", cumprimenta as outras mães e as professoras". Matéria de Stéphanie Le Bars, publicada hoje no jornal francês Le Monde, em versão publicada em português pelo jornal Folha de São Paulo.

Literatura contra o totalitarismo.

Uma matéria publicada hoje no jornal argentino Página12 sobre o ganhador do Premio Príncipe de Asturias para as letras, o escritor albanês Ismail Kadaré.

Fervor de Beatriz Sarlo.

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Foto: Cristiano Mascaro
Interessantíssima entrevista com a escritora argentina Beatriz Sarlo, sobre o seu novo livro La ciudad vista, publicada hoje no portal UOL/Folha on-line.

As intrigas da identidade na arte muçulmana.

image Foto: Dmitry Mandel/The New York Times Interessantíssima matéria sobre a arte de Asma Ahmed, publicada no jornal The New York Times de 04/06/2009.

O novo livro de Gustavo Bernardo Krause.

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O escritor Gustavo Bernardo convida para o lançamento de seu novo livro Monte Verità, no dia 17 de maio, a partir das 16h, na Livraria da Travessa, Rua Visconde de Pirajá, 572, em Ipanema, Rio de Janeiro.

Os duzentos anos de Poe.

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"O  Congresso Internacional Para Sempre Poe está sendo organizado pelo (...) Programa de Pós Graduação em Estudos Literários da Faculdade de Letras da UFMG e pela Purdue University, dos EUA, para homenagear o escritor Edgar A. Poe no seu 200º aniversário. O evento será realizado (...) em três módulos diários. Pela manhã serão realizadas conferências e apresentações de trabalhos; à tarde haverá apresentações de trabalhos e mesas redondas; na parte da noite, os participantes terão acesso a filmes baseados na obra de Poe, seguidos de discussão".

Simone Weil, 100 anos.

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Texto de Luciana Micaela Ramos, publicado no jornal argentino Página/12, sobre a importante pensadora e militante francesa Simone Weil.

Ensaios sobre Tomás Maldonado.

Ler na edição de hoje do jornal argentino Página/12, fragmentos do livro de ensaios sobre o pensador e intelectual argentino: Tomás Maldonado: un moderno en acción (Editorial de la Universidad de Tres de Febrero), editado por Mario Gradowczyk. O livro em questão traz textos de Gui Bonsiepe, Francisco Bullrich, José Burucúa, Andrea Giunta, Ana Longoni, Cristina Rossi, Giovanni Anceschi,  William Huff e outros.

História do design.

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Interessantíssimo trabalho organizado por Gui Bonsiepe e Silvia Fernández. Considero esta História del diseño ... obra imprescindível nas bibliotecas de designers, estudantes e professores.

Mais um livro recomendável.

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Conceitos-chave em design, organizado pelo professor Luiz Antônio Coelho da PUC-Rio de Janeiro, resultado de uma pesquisa onde os "verbetes" ou "expressões" foram agrupados de acordo com o seu pertencimento semântico. Obra interessantíssima, plenamente recomendável, a meu ver, para designers, estudantes e professores.

Uma outra Inquisição?

image "En el Día de la Propiedad Intelectual, la persecución judicial al docente que cometió el “delito” de difundir en la web textos difíciles de hallar de Derrida, Heidegger y Nietzsche debería servir para abrir un debate menos policíaco". Preocupante matéria publicada hoje pelo jornal argentino Página/12, sobre o processo judicial a que está sendo submetido o professor universitário Horacio Potel, cujo crime é ter difundido na web textos de fillsofia.

Entrevista com Wim Wenders.

Fragmentos do pensamento do diretor Wim Wenders.

Win Wenders.

Trecho de "Terra da abundância".

Wim Wenders: for Leica

Um filme dedicado à legendária câmera.

Cartier Bresson Street Photography I

Para lembrar um pouco do grande fotógrafo.

Um caso contado por Joyce.

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"El señor James Duffy residía en Chapelizod porque quería vivir lo más lejos posible de la capital de que era ciudadano y porque encontraba todos los otros suburbios de Dublín mezquinos, modernos y pretenciosos. Vivía en una casa vieja y sombría y desde su ventana podía ver la destilería abandonada y, más arriba, el río poco profundo en que se fundó Dublín." Assim começa um triste caso contado por James Joyce, publicado hoje pela revista ARGENPRESS, uma recomendável publicação on line. Aí vai esta história para a minha amiga Jessika Curto, que está na terra do Joyce.

O que pensar da universidade?

Aí estão dois pequenos e interessantes ensaios da autoria dos professores Ivan Domingues (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas) e Maria Cristina Soares de Gouvêa (Faculdade de Educação) da UFMG, em que debatem a esterilidade e o mal-estar do mundo acadêmico. Publicados no Boletim da UFMG, números 1644 (16/03/2009) e 1648 (13/04/2009). O debate continua no Boletim no. 1650, com a opinião do professor Paulo Villani Marques. Para ler,  pensar...e para participar do debate também.

Entre os Muros da Escola (Entre le murs)

"No começo do ano letivo, o professor François Marin sabe que tem um difícil trabalho pela frente. Dando aulas de francês para um grupo de filhos de imigrantes de um colégio na periferia de Paris, ele tem que lidar com muitos conflitos além do simples aprendizado de seus alunos da 7ª série. Não apenas ele terá que ensinar a norma culta do idioma, como tem que fazer com que os jovens entendam a importância de saber estas regras mesmo que não usem em seu dia-a-dia, além de ter de lidar com todos os conflitos que se passam com esses adolescentes quando estão Entre os Muros da Escola. Na sala, ele precisa ter jogo de cintura para que os alunos entendam que ele quer educá-los e não que tenha algo pessoal contra algum deles. Mesmo assim, há jovens que se revoltam em classe por acreditar que o método de Marin está sendo injusto. Khoumba se nega a fazer o que ele pede, Esmeralda insiste em desafiá-lo a todo o momento, Souleymane não se esforça para cumprir suas atividades em sala, todos sempre brigam um com o outro, mas toda a turma sempre se une quando é para confrontar o mestre. Depois de uma reunião de professores para decidir o futuro dos alunos, duas alunas passam a fazer intrigas sobre o que foi falado contra alguns dos estudantes. A aula de Marin, então, se torna um centro de discussões sobre a relação aluno-professor. Quando ele acaba perdendo a cabeça e passa dos limites, o embate com um dos jovens se torna ainda mais violento, deixando Rhoumba ferida. François, agora, terá que avaliar, junto aos outros professores, qual medida deve ser adotada para conter os estudantes. Grande vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, Entre os Muros da Escola é um misto de documentário e ficção, baseado no livro do professor François Bégaudeau, que também escreveu o roteiro. O autor é também protagonista do filme e, assim como ele, os alunos eram estudantes reais e não atores, mas interpretavam personagens baseados em fatos comuns. Nenhum deles, no entanto, teve que seguir um roteiro pré-determinado. Os diálogos foram surgindo naturalmente através de workshops realizados semanalmente durante todo um ano letivo". Um filme recomendável. Resenha publicada em UOL/Cinema. Ler também a crítica "O fim do iluminismo", de André Nigri, publicada na Revista Bravo! de 03/2009 e dois posts aqui publicados em 25 e 26/05/2008. Acabo de ler no jornal argentino Página/12 um pouco mais sobre o filme de Laurent Cantet.

O espanto de Ferreira Goulart.

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Entrevista com o crítico, escritor e poeta brasileiro Ferreira Goulart, publicada na Revista Bravo! 03/2009. Recomendável. Muito interessante.

As novas cores da arte no Brasil.

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Sacolas costuradas, trabalho da artista Lívia Moura.

Jovens artistas brasileiros ultrapassam o verde-amarelo, as questões da identidade nacional e se interessam por política. Matéria assinada por Bruno Moreschi, publicada na Revista Bravo! deste mês.

Conversa com Saskia Sassen.

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"Les villes globales du monde entier forment un terrain propice à la concrétisation (...) d'une multiplicité de processus propres à la globalisation. Ces formes localisées représentent, pour une bonne part, ce dont il s'agit lorsque l'on parle de globalisation. La vaste ville du monde contemporain a émergé en tant que site stratégique pour une gamme d'opérations inédites (...). Il s'agit là d'un des lieux de liaison où de nouvelles revendications, de la part des puissants comme des défavorisés, peuvent se matérialiser." Interessante matéria publicada hoje no jornal francês Le Monde sobre as idéias da socióloga e especialista em questões urbanas, a holandesa Saskia Sassen.

Pensando o futuro da cidade para os homens.

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Pensar el presente, crear el futuro.
"Escritores, artistas, urbanistas, arquitectos y teóricos debaten sobre el impacto de las crisis en el estado anímico y cultural de las sociedades y su espacio, la ciudad." El País, 18/04/2009.

"Aqui começa a nossa história", Tobias Wolff.

image Matéria sobre o escritor norteamericanos Tobias Wolff, com um link para o conto "En el jardín de los mártires norteamericanos", do seu novo livro. Matéria publicada hoje no jornal espanhol El País.

Os corpos dessacralizados do dublinense Francis Bacon.

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"La pintura Bacon es la figuración después de la fotografía; pero sobre todo a partir del libro de Eadweard Muybridge sobre la figura en movimiento fechado en 1901. Tipo curioso, Muybridge era un fotógrafo inglés que se mudó a la costa oeste de los Estados Unidos y se hizo famoso tras fotografiar con un sistema mecánico el galope de un caballo y, al hacerlo, probar que en un momento dado los cascos de las cuatro patas estaban en el aire. La idea del movimiento inspira en Bacon el formato tríptico, la secuencia como una manera de prolongar la acción, la mueca, el grito". Matéria publicada hoje no Caderno ADNCultura do jornal argentino La Nación, a propósito da exposição de Francis Bacon no Museo del Prado.

Uma entrevista com Beatriz Sarlo, sobre "La ciudad vista".

"...hay dos comienzos teóricos para pensar La ciudad vista. Uno es Clifford Geertz: es decir, la idea de tomar un acontecimiento –como él puede tomar el entierro de un príncipe o una pelea de gallos–, mirarlo de manera intensa y luego hacer una descripción profunda. Sin embargo, lo que a mí me impacta de Geertz es sobre todo la intensidad de la mirada: ¿de qué manera esa mirada va atravesando diversas capas y superficies de lo real? La que yo llamo la ciudad vista es aquella que se presenta ante una mirada de determinada intensidad. Quedarse largo rato, quizás días enteros, frente al mismo lugar tratando de que algo, un núcleo, que está más allá de los movimientos y de la primera impresión, pueda rendirse ante la mirada. Esta mirada en profundidad es el primer impulso, no porque piense que hay una verdad a la cual se llega, sino porque pienso que se atraviesan diversas capas de eso que se muestra a la mirada. El otro punto de partida es muy tradicional en mí y a esta altura puedo darme cuenta de quiénes fueron los que me marcaron más fuerte: fue Roland Barthes, sin dudas. Su forma de leer los textos de literatura y los acontecimientos –como puede ser el catch o una escena de cine o un monumento como la Torre Eiffel–. Es decir: mirar la ciudad o mirar el acontecimiento que se produce en la ciudad con el detalle con el cual uno miraría una frase de literatura. Cuando digo leer la ciudad, lo digo en un sentido no metafórico, sino recto: la leo buscando el máximo de detalle y de profundidad tal como leería un texto complicado de literatura. De hecho, en este libro, las escenas de ciudad y los fragmentos literarios con los cuales trabajo están tratados del mismo modo, con la misma mirada, esa mirada obsesionada por el detalle. La idea es que en el detalle puede emerger algo de la verdad del acontecimiento. Digo “puede” emerger, lo cual no significa que necesariamente lo haga o que yo lo haya captado. Pero si existe alguna posibilidad de captar el acontecimiento, es en el detalle". Trecho da entrevista publicada hoje no jornal Página 12.

Um livro muito interessante.

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Uma interessantíssima obra coletiva, uma introdução necessária ao pensamento do pensador de muitas pátrias e muitas línguas Vilém Flusser. Plenamente recomendável.
"Em um dos vários encontros mundiais sobre a obra do filósofo tcheco-brasileiro Vilém Flusser (1920-91), os autores deste livro decidem escrever juntos uma introdução a seu pensamento que ao mesmo tempo homenageie o pensador. Nasce daí Vilém Flusser: uma introdução, obra que será publicada em três línguas: português, inglês e alemão. A primeira edição (...) é justamente a edição brasileira da Annablume, contemplando o país e a língua que acolheram Flusser, em 1940, quando ele fugia da barbárie nazista":
Vilém Flusser: uma introdução
Gustavo Bernardo, Anke Finger e Rainer Guldin.

Sem dúvida, uma história interessante.

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Borges gostaria de ter visto isto. Moradores derrubam, com as próprias mãos, um muro que separava os bairros de San Fernando e San Isidro, em Buenos Aires. Um muro que impedia uma geografia. Notícia publicada hoje no jornal argentino Página 12. A prefeitura do Rio de Janeiro constrói 11 km. de muro - para que as favelas não avancem sobre a cidade. “Los muros siempre son contra alguien”, comenta o arquiteto argentino Jorge Jáuregui, em interessante entrevista publicada também hoje neste mesmo jornal.

Deseo de escribir!

 " Por el gusto de escribir algo: después de muchos día de silencio escritural me ha asaltado en el baño, mientras me lavaba las manos,...