"A ciência moderna tornou obsoletas as crenças míticas. Hoje os arqueólogos apenas constatam um passado perdido. Mas a experiência do tempo mítico ainda é forte em poetas como Holderlin que, antes de enlouquecer, escreveu sua tragédia A morte de Empédocles, ou em filósofos como Nietzsche, que concebeu a ideia de eterno retorno. Xamãs e poetas sempre souberam que o eterno se aloja em cada momento que passa. A circularidade do tempo torna relativa a noção de progresso. Na fluidez das metamorfoses e na velocidade do movimento, o que se revela é apenas a totalidade do tempo e do mito."
(grifo do resumo de um belíssimo ensaio de 1992, do grande intelectual brasileiro Laymert Garcia dos Santos - "O tempo mítico hoje" [disponível, na íntegra, no site Artepensamento, do IMS]; este texto foi lido por mim há mais de trinta anos, na coletânea Tempo e História, organizada por outro brasileiro, o Adauto Novaes, e me encontrou há poucas horas, se convidando a ser novamente lido. Impossível não compartilhá-lo a partir daqui).
Conversas sobre as coisas que leio, ouço, vejo e quero compartilhar. Um arquivo de textos jornalísticos e críticos e imagens...fragmentos de ideias, imagens e pensamentos sobre as coisas pelas quais me interesso: arquitetura, artes, cidades, cinema, design, filosofia, fotografia, literatura, memória, moda, música... Peço que, ao mencionarem ou reproduzirem o conteúdo deste blog, deem os créditos, especialmente das fontes originais (Mário Santiago)
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31.8.26
Retorno ao que nunca foi esquecido
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" A ciência moderna tornou obsoletas as crenças míticas. Hoje os arqueólogos apenas constatam um passado perdido. Mas a experiência do...