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26.11.24

O local da cultura, ou The Location of Culture

A propósito de recente nova leitura (não releitura) do importante livro do crítico indo-britânico Homi Bhabha, recomendo muito este comentário da antropóloga Paula Montero, há tempos publicado no caderno de resenhas da Folha de São Paulo. Esta recomendação vem também a propósito de longas e sempre bem lembradas conversas sobre esse livro com um ex-colega de trabalho e amigo muito estimado, o designer e professor Osvaldo Amaral (in Memoriam), dedicado e cuidadoso leitor de O local da cultura.

12.4.21

Alfredo Bosi: "Caminhos entre a literatura e a história"



"A São Paulo do segundo pós-guerra já não era aquela cidade ítalo-brasileira dos anos de 1920 que os modernistas cantaram e contaram. Mas, desprezando solenemente as cautelas didáticas e apostando tudo na palavra do filósofo e na força maior da nossa ânsia de aprender, o professor Ítalo Bettarello abria o seu curso lendo o período inicial da Aesthetica in nuce de Benedetto Croce: Se si prende a considerare qualsiasi poema per determinare che cosa lo faccia giudicar tale, si discernono allá prima, costanti e necessari, due elementi: un complesso d’immagini e un sentimento che lo anima." (Texto publicado no site A Terra é Redonda em 12 Abr. 2021.  Foto: Lili Martins - 18.mar.99/Folhapress/Folha de São Paulo/09 Abr. 2021) 

11.4.21

Alfredo Bosi: "Cultura brasileira: tradição contradição"

"Se nós queremos, ao contrário, construir uma sociedade democrática, acho que, nesse particular, devemos repensar a fundo o conceito de cultura e destruir em nosso espírito ou, pelo menos, relativizar fortemente a ideia de que a cultura é uma soma de objetos. Porque os objetos, considerados “em si”, os quadros, os livros, as estátuas, ocupam um determinado lugar no espaço, eles são sempre o outro. Por mais que eu contemple este quadro, na medida em que eu o considere como um fato, como um objeto fora de mim e fora do meu convívio, eu olharei para ele um pouco como um crente olha para o fetiche. É a ideia do fetichismo. É alguma coisa que eu não entendo, não vou entender nunca, e aliás é até muito bom que eu não entenda, porque isso dá ao objeto um mistério, um fascínio, uma magia, que se distancia de mim e faz com que eu o reverencie, como alguma coisa que eu não vá nunca alcançar."

(fragmento do texto de uma palestra do Professor Alfredo Bosi, publicado originalmente no site Arte Pensamento - IMS (1987) e no site A Terra é Redonda,em 
09 Abr. 2021)

Adiós, Patricio Guzmán (1941-2026)!

       Foto FCEI.CHILE.CL " "Patricio Guzmán: somos lo que recordamos"