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6.11.22

O guia do Herzog.

¿Qué tan importante, pregunta Herzog en su ensayo “Sobre lo absoluto, lo sublime y la verdad extática”, es lo fáctico? ´Desde luego, no podemos hacer caso omiso de lo fáctico; tiene un poder normativo. Sin embargo, jamás nos podrá dar la especie de iluminación, el destello extático, del que surge la verdad. "
Trecho do Guia para perplejos, do cineasta Werner Herzog.

11.5.22

Fragmentos

Fragmento de um livro belíssimo, uma conversa entre os diretores japoneses Nagisa Oshima, Akira Kurosawa e o escritor Gabriel Garcia Márquez.

"A los jóvenes aspirantes que llaman a mi puerta les insisto en esto: ´Hoy en día cuesta mucho dinero hacer una película, y es difícil llegar a ser director. Debes aprender y experimentar cosas variadas para ser director, y eso no se consigue fácilmente. Pero si de verdad quieres hacer películas, escribe guiones primero. Todo lo que necesita un guión es un papel y un bolígrafo. Sólo a través de la escritura de guiones aprenderás los detalles de la estructura de una película y lo que es el cine´. Eso es lo que les digo, pero ellos no lo hacen. Encuentran que escribir es muy duro, y así es. Escribir guiones es un trabajo muy duro, es más, Balzac dijo que para los escritores, incluido los novelistas, lo más necesario y esencial era poseer la paciencia para llevar a cabo la tarea de escribir palabras de una en una. Esa es la primera condición para cualquier escritor. Cuando consideras la obra completa de Balzac desde ese punto de vista, es simplemente asombroso porque ha producido un volumen tal de escritos que nos llevaría una vida leerlos todos.
¿Sabe usted cómo escribía Balzac?
Es muy interesante, iba escribiendo e inmediatamente lo enviaba a la imprenta. Cada página se imprimía en una hoja así de grande. Cuando le llegaban las páginas impresas de vuelta, hacía correcciones al margen hasta tal punto que del original quedaba poco. Entonces mandaba las correcciones al impresor. Era una buena forma de trabajar, aunque debía de ser duro para el impresor. Era capaz de producir tanto gracias a ese método. Aquel podía ser un ingrediente, pero el aspecto esencial era tener la paciencia de escribir una palabra tras otra hasta alcanzar la expresión adecuada. Mucha gente carece de esta paciencia. Sólo necesitas papel y bolígrafo para escribir un guión. Cuando quedaba con Naruse en una posada para escribir, solía visitarlo en su habitación. Tenía papel y bolígrafo sobre la mesa. Mientras hablábamos, él escribía algo de vez en cuando… aquellas líneas podrían transformarse en uno de sus maravillosos guiones. Es una bonita historia, pero si le pedía ver lo que estaba escribiendo, él tan solo reía entre dientes. Alguna vez escribió algo así como que estos y otros personajes estarían en una habitación haciendo algo…
Solamente ´algo´ ¿nada concreto? [Risas]
Para Naruse bastaba con aquella descripción, pues él sería el director, no necesitaba ser más concreto… pero aquel ´algo´ fue divertido… La tediosa tarea de escribir ha de convertirse en una segunda naturaleza para ti. Si te sientas y escribes tranquilamente durante todo el día, tendrás al menos dos o tres páginas, aunque haya sido una batalla. Si lo mantienes, podrás llegar a tener dos centenares de páginas en poco tiempo. Creo que los jóvenes de hoy no conocen este truco. Ellos empiezan y pretenden terminar inmediatamente. Cuando vas a escalar una montaña, lo primero que te dicen es que no mires la cima, sino que mantengas los ojos clavados en el suelo mientras asciendes. Vas subiendo pacientemente paso a paso, y si miras a la cima, acabarás frustrado. Creo que escribir es lo mismo. Necesitas acostumbrarte a la tarea de escribir. Se necesita un esfuerzo para aprender a verlo no como algo penoso, sino como una rutina. Pero la mayoría tiende a rendirse a mitad de camino. Les suelo decir a mis ayudantes de dirección que si se dan por vencidos una vez, acabarán así siempre y se rendirán ante las primeras dificultades. Les digo que escriban —no importa qué— hasta que tengan algún tipo de final. Digo: ´no se te ocurra abandonar, aunque se haga duro a mitad del camino´, pero cuando las cosas se ponen difíciles, ellos se rinden. Además, los jóvenes de hoy no leen, no creo que ninguno de ellos haya leído la literatura rusa en profundidad. Es importante que en algún momento hagan una serie de lecturas. A menos que tengas una buena reserva dentro, no podrás crear nada. Por eso digo a menudo que la creación proviene de la memoria. La memoria es la fuente de la creación, no puedes crear algo a partir de la nada. Tanto si es de lecturas o de tus propias experiencias, no podrás a menos que tengas algo en tu interior. En este sentido, es importante hacer lecturas variadas. Las novelas actuales están bien, pero creo que también hay que leer a los clásicos. Si se estableciera una escuela de cine, sería importante hacer hincapié en las lecturas."

Encontrei este fragmento no blog Calle del Orco

25.8.21

La sociedad del cansancio


Documentário ensaístico, legendado em espanhol, dirigido pela
artista visual Isabella Gresser, tendo como referência trechos
do texto homônimo do filósofo 
Byung-Chul Han.

22.8.21

Darcy Ribeiro e o discurso no enterro de Glauber Rocha.


Glauber, há 40 anos, aos 42 anos.

Paula Gaitán e o cinema


  Paula Gaitán e Agnes Varda (Arquivo pessoal
  da cineasta)
"Se para Glauber Rocha a essência do cinema era ´uma câmera na mão e uma ideia na cabeça´, para Gaitán é como se tudo fosse uma coisa só. “A caixa escura da câmera é o espaço da imaginação, o lugar em que essa imaginação capta o real”, diz ela, tão coerente com seu cinema expandido, de fluxo de consciência, que dialoga tão bem com a obra de Agnès Varda, pioneira do olhar feminino no cinema. Em outubro de 2014, as duas se encontraram na casa de Varda, em Paris, e registraram o momento em um documentário de 29 minutos, A chuva em meu jardim. A ficção de ambas se alimenta do documentário e talvez por isso elas se permitam a liberdade de construir esculpir suas narrativas sem amarras" (trecho da matéria publicada no jornal El Paí/Brasil em 12 Fev. 2021)

 

29.7.21

"Ana. Sem Título", o novo filme de Lucia Murat


Notícias, comentários, críticas sobre o filme
e  entrevistas com a diretora serão postados 
aqui posteriormente.

11.7.21

"Marinheiro das montanhas"


De uma cena do novo documentário do cineasta brasileiro (agora já é do mundo) Karim Aïnouz. Algo nesta foto me lembra uma obra do Edward Hopper. Mas preciso assistir ao filme para me certificar da minha intuição. Com um belo comentário da minha amiga Nilcea Moraleida: "Que genial! É o grande diretor do cinema brasileiro desse tempo, na minha opinião. Gosto de tudo que fez, desde o maravilhoso "Madame Satã". E como entende de mulheres, há tempos! Faz parte dessa grande geração de diretores nordestinos que trabalham em coletivo, fazendo filmes inovadores - Cláudio Assis, Marcelo Gomes, Lírio Ferreira, Gabriel Mascaro - e NÃO são carreiristas espertos, e cheios de truques para impressionar a galera (como é usual hoje em dia). Para ver o alcance do que é capaz de construir, recomendo sempre o magnífico " Realismo Selvagem" , documentário feito e premiado na França sobre Velásquez." (Ler nota publicada no jornal Folha de São Paulo)

 

3.7.21

Ainda estou aqui


Uma boa notícia, é o  novo projeto do diretor Walter Salles que nos trará um filme inspirado no belo livro do escritor Marcelo Rubens Paiva, Ainda estou aqui. O livro é belíssimo, um dos melhores que li nos últimos anos, e sei que o filme já nasce de uma história que o diretor pode ter com a família do escritor. Transcrevo aqui, do site da Companhia das Letras,  uma sinopse do livro:
"Eunice Paiva é uma mulher de muitas vidas. Casada com o deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, em 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto. Em meio à dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas. Nunca chorou na frente das câmeras. Ao falar de Eunice, e de sua última luta, desta vez contra o Alzheimer, Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e do filho. E mergulha num momento negro da história recente brasileira para contar - e tentar entender - o que de fato ocorreu com Rubens Paiva, seu pai, naquele janeiro de 1971."

O autor falando sobre a história que deu origem ao livro.

22.4.21

No final do 26° Festival É Tudo Verdade


A cineasta brasileira Petra Costa entrevista 
Alexander Nanau,diretor do documentário Collective.
18 Jan. 2021

Lembrando do Abbas Kiarostami em São Paulo



    Abbas Kiarostami - 1940/2016.  Foto: Google

Uma boa boa cidadã
"São cerca de 5h da tarde, e as ruas estão cheias. Pessoas que voltam do trabalho. O trânsito é intenso e o sol de primavera em breve vai se pôr, no fim da avenida. Está tão quente que parece verão, e talvez seja esse calor prematuro o que convida essa gente bonita a sair para dar as boas-vindas à estação que nem se iniciou. Sua beleza particular e seu jeito de andar, também particular, atraem a atenção. E, em meio à multidão, destacam-se rostos marcantes, incomuns.

O rosto de um menino cuja aparência não esconde sua condição de criança de rua é, ao mesmo tempo, diferente e atraente. Seus olhos estão cobertos por um boné de croché preto. Não se pode vê-los. Ele está usando um short preto velho e cheio de buracos sobre uma calça branca enfiada em meias com padrões amarelos. Nos pés, sapatos de algodão cor-de-laranja. O menino carrega no ombro uma bolsinha branca com uma leveza tal que parece que ela está cheia de ar. Ele se move com determinação e auto-confiança. Sua aparência, seu jeito de vestir e de andar me levam a segui-lo. Lembre-se de que não tenho nada para fazer e quero matar o tempo."
(Trecho de um artigo em que o diretor iraniano 
Abbas Kiarostami narra um de seus passeios pela avenida Paulista em 1994, quando ele estava em São Paulo Mostra Internacional de Cinema.  Folha de São Paulo. Caderno Mais!  11 Jan. 1998).

28.3.21

"Babenco: Alguém tem que ouvir o coração e dizer: parou"

Trailer do documentário dirigido por Bárbara Paz.






Capa do livro Mr. Babenco – Solilóquio a dois sem um. Livro de memórias do cineasta Hector Babenco (1946-2016), organizado por Bárbara Paz. A obra é composta de conversas entre 
Babenco e Bárbara, já no fim da vida do cineasta. Respondendo às  perguntas de Bárbara, Babenco   conta sobre sua infância na Argentina, a descoberta do primeiro câncer e os bastidores de seus filmes. O livro traz também poemas inéditos escritos por Babenco (em espanhol e português) e algumas fotos.
(Editora Nós, 184 págs., 2019)








24.3.21

"La poesía es inconsumible en lo más profundo", um texto de Pasolini

 "Así que vuelvo al ambiente en el que vivo, que es un ambiente que se está acercando a pasos agigantados a la situación general del capitalismo norteamericano. Es cierto, Italia, en los últimos seis o siete años, ha dado pasos gigantescos, más importantes que en sus cien años anteriores, precisamente hacia el neocapitalismo, la industrialización etc., etc. Precisamente esto ha originado mi crisis personal, lo que me ha llevado a pasar de un periodo gramsciano mítico-épico a un periodo digamos que problemático, un periodo que implica -parece extraño- una postura más aristocrática y un trabajo más elitista, más complejo. Ahora bien, tal vez dependa de las circunstancias: en un mundo donde siento que mis destinatarios han cambiado idealmente, en un mundo donde el pueblo, la clase obrera y los intelectuales avanzados ya no constituyen ese público al que me dirijo idealmente, sino que es un mundo mucho más complicado, con un trasfondo de cultura de masas aún indefinible y amenazante, que en Italia todavía no está tan presente, donde la idea de pueblo y de burguesía se están confundiendo de la manera más inaudita, bien, en este momento, es objetivamente posible que, por fuerza, mi yo problemático tenga que hacerse aún más difícil, y, por tanto, tenga que dirigirme a las élites. Sin embargo, en esta operación hay incluso algo voluntario. Este algo voluntario lo expresaré con más claridad si le hablo un momento de teatro.

[…] De todos modos, cerremos este paréntesis y volvamos a las razones personales por las que llegué al teatro. Digamos que fue de manera intuitiva. Después, naturalmente, llegó el momento de la reflexión crítica y entendí esto: que en el fondo yo había elegido teatro porque había decidido hacer algo que, por su naturaleza, por su definición, nunca pudiese convertirse en un medio de masas. Y, de hecho, el teatro no es reproducible. No se puede reproducir, no se puede hacer una serie. Con esto quiero decir que la literatura en Italia, como ya ocurre en los estados más avanzados, empieza a estar amenazada por la industria comercial, por la mercantilización. El cine ya está muy amenazado por esta situación. De hecho, ver la tragedia Teorema para mí representa una angustia continua, pues era una película nacida para ser cine de ensayo, de élite, pero que fue lanzada a la masa, que luego la interpreta, la transforma a su manera que me desmoraliza, que, en fin, me angustia.
Sin embargo el teatro escapa a todo esto, pues, por muy grande que sea el número de espectadores que ve un texto teatral, nunca llegará a coincidir con lo que se denomina “masa”. Lo constituye un público de carne y hueso, un centenar de personas identificables una por una, ante los actores de carne y hueso. Así pues, esta elección del teatro, como medio que nunca podrá ser masa, puede ser paradigma para toda mi obra. Esto vale también para la poesía. La poesía que estoy escribiendo ahora es una poesía desagradable, desapacible, una poesía apenas consumible, también en el sentido exterior del término. Yo sé que la poesía es inconsumible, sé bien que es retórico decir que los libros de poesía también son productos de consumo, porque, por el contrario, la poesía no se consume. Los sociólogos se equivocan en este punto, tienen que revisar sus ideas. Dicen que el sistema se lo come todo, que lo asimila todo. No es cierto, hay cosas que el sistema no puede asimilar, no puede digerir. Una de ellas, por ejemplo, es precisamente la poesía: en mi opinión, es inconsumible. Uno puede leer miles de veces un libro de poemas y no consumirlo. La consumición la sufre el libro, pero no la poesía.
Por tanto, para concluir, sé perfectamente que la poesía es inconsumible en lo más profundo, pero yo quiero que sea lo menos consumible posible también exteriormente. Lo mismo vale para el cine: haré cine cada vez más difícil, más árido, más complicado, y quizá incluso más provocador, para que sea lo menos consumible posible, exactamente igual que con el teatro, que no puede convertirse en un medio de masas, por lo que el texto permanece sin consumir."


Pier Paolo Pasolini

Entrevista con Giuseppe Cardillo

Foto: Pier Paolo Pasolini

9.8.18

Naomi Kawase: A comida como metáfora

Sentaro (Masatoshi Nagase, visto en el Paterson, de Jim Jarmusch) junto a una adolescente problemática.
Una pastelaria en Tokio. Nota sobre o filme de Naomi Kawase, publicada hoje no jornal argentino Página 12.

Ah, Nicanor!

  Caminhando por aqui, despretensiosamente, me deparo com esta bela foto do grande poete chileno. Não lembro onde a obtive, mas isso será in...