Conversas sobre as coisas que leio, ouço, vejo e quero compartilhar. Um arquivo de textos jornalísticos e críticos e imagens...fragmentos de ideias, imagens e pensamentos sobre as coisas pelas quais me interesso: arquitetura, artes, cidades, cinema, design, filosofia, fotografia, literatura, memória, moda, música... Peço que, ao mencionarem ou reproduzirem o conteúdo deste blog, deem os créditos, especialmente das fontes originais (Mário Santiago)
Arquivo do blog
1.3.23
Renato Janine Ribeiro, com Jacques Rancière, sobre O ódio à democracia.
Encontrado no blog da Boitempo. Recomendável!
27.2.23
Sem direito ao mar!

Tragedia sin fin en el Mediterráneo.
Nesta matéria publicada no jornal Página 12, relato de
mais uma das intermináveis tragédias no Mediterrâneo.
(Foto AFP)
25.2.23
Do poeta ucraniano Serhiy Zhadan.
Enterraron a su hijo el invierno pasado.
No parecía invierno —lluvia y truenos.
Fue en silencio. La gente anda en sus cosas.
¿Por quién peleó?, pregunto. No lo sabemos, dicen.
Peleó por alguien, dicen, pero ahora ¿quién sabe?
¿Va a cambiar algo?, dicen, ¿ya qué importa?
Yo se lo habría preguntado. Ya no hace falta.
Y él qué iba a responder, si lo descabezaron.
Tres años ya de guerra; rehabilitan los puentes.
Tantas cosas que sé de ti. ¿Quién va a escucharlas?
Sé muy bien, por ejemplo, la canción que cantabas.
Y conozco a tu hermana. Me gustó desde siempre.
Sé de qué tenías miedo, y hasta por qué. Sé a quién
conociste ese invierno, y lo que le contaste.
Ahora cada noche brilla el cielo en cenizas.
Tu equipo siempre fue de la escuela vecina.
¿Pero por quién peleaste?
Venir cada año aquí, escardar hierba seca.
Cada año cavar la tierra, pesada, sin vida.
Ver la calma que sigue cada año a la tragedia.
Insistir en que no nos disparaste, a los tuyos.
Pasan olas de lluvia y se esfuman los pájaros.
Pedir perdón por tus pecados.
¿Y qué sé yo de tus pecados?
Para rogar que deje de llover finalmente.
Es más fácil para los pájaros, que nada saben ni de la salvación ni del alma.
__________________________
Do poeta ucraniano Serhiy Zahadan, publicado hoje no excelente periódico Letras Libres.
22.2.23
"Memória e sociedade - lembrança de velhos", reeditado
O livro da grande pensadora brasileira Ecléa Bosi, em nova edição. Recomendável a resenha publicada no Suplemento Pernambuco.
21.2.23
"Aging societies" na Ásia
Em Hong Kong, idosos na fila para obterem alimentos e ajuda financeira. Interessante matéria assinada pela jornalista Claire Moses, do The New York Times de 19 Fev. 2023. A matéria explica as razões.
(Foto Lam Yik Fei/The New York Times)
Demasiadamente pós-humano - Laymert Garcia dos Santos
Lembro de ter assistido a uma interessantíssima palestra do professor Laymert Garcia dos Santos,da UNICAMP, num seminário que ocorreu nessa universidade, lá pelos idos anos 1995. Daquele dia em diante procurei acompanhar o Professor Laymert, descobrindo, a cada leitura, novos e interessantes horizontes abertos pela vasta reflexão dele, inclusive lendo belos textos de sua autoria com meus alunos da Escola de Design da UEMG.
Não por acaso, na noite passada encontrei no canal Brasil um encontro do Professor Laymert com o Gilberto Gil, o que me proporcionou uma imensa alegria.
Em julho de 2005, a revista Novos Estudos CEBRAP publicou uma entrevista com o sociólogo Laymert Garcia dos Santos em que ele comenta sobre tecnologia, biogenética e tecnociência. Aqui vai o link para essa entrevista, a meu ver, altamente recomendável:
Demasiadamente pós-humano: entrevista com Laymert Garcia dos Santos
Consumindo o futuro
"A globalização parece ser a consagração máxima do capitalismo, a sua expansão tanto no plano macro quanto no micro a níveis até então inimagináveis. Ora, desde o início da década de 70, Deleuze e Guattari já advertiam que o capitalismo vive da carência, que a falta é constitutiva do seu sistema de produção e consumo. Mas eles não estavam se referindo à carência por necessidade, que escraviza os pobres, e sim à carência no âmbito do desejo, que move o impulso do consumidor ocidental."
Texto publicado no caderno antigo caderno Mais!, do jornal Folha de São Paulo,em 27/Fev./2000.Reflexões de Laymert Garcia dos Santos já publicadas em diversos meios e fontes.
Ensaios publicados no jornal A Terra é Redonda.
Entre esses, há um texto publicado em outubro de 2020, ao qual dediquei especial atenção:
Perspectivas pós-coloniais do Sul Global – O caso do Brasil
Outras entrevistas e textos dele serão por aqui indicados, posteriormente, paulatinamente.
20.2.23
"El futuro no es el porvenir"
(Trecho de uma reflexão do psicanalista e escritor argentino Jorge Alemán, publicada no jornal Página 12, 19 Fev. 2023.Outras notas deste autor podem ser encontrados em edições anteriores do mesmo jornal. A meu ver, são todas de recomendável leitura).
E já que estão caminhando por aqui, aproveitem para ler este texto do Slavoj Žižek, publicado no jornal Outras palavras:
Žižek propõe um curto-circuito temporal
"[...]o futuro não poderá ser mudado; mas o passado, sim. Se o colapso civilizatório hoje parece inevitável, há outra tática do porvir: introduzir, na sequência de eventos que nos trouxe até aqui, uma cunha – um ponto de inflexão."
Falleció la artista Elda Cerrato
"La artista visual, docente e investigadora Elda Cerrato, que en 2022 había recibido el premio Velázquez que otorga el Ministerio de Cultura Español a un artista iberoamericano, falleció a los 92 años, informó la Facultad de Filosofía y Letras de la UBA donde se desempeñaba como profesora."
(Página12, 20 Fev. 2023)
La artista argentina Elda Cerrato recibe el Premio Velázquez de Artes Plásticas 2022.
(El País, 21 Oct. 2022)
La argentina Elda Cerrato gana el Premio Velázquez de Artes Plásticas.
(La Verdad, 21 Oct. 2022)
6.11.22
Do filósofo Emilio Lledó
"En esta época de ruidos, en la que la intimidad está dejando de ser un valor, porque todo tiende a exponerse en el escaparate de las redes, él sigue mirando hacia dentro y escribiendo, trazando surcos en el tiempo. Encerrado en su estudio, en compañía de sus autores de cabecera, Lledó ha compuesto un nuevo ensayo que entrega a lectores dispuestos a parar, a reflexionar, a contemplar. Se trata de Identidad y amistad. Palabras para un mundo posible, y en su prólogo nos dice: ´En nuestro tiempo, abrumado por continuas noticias en las que intuimos el consabido término de ´género humano´, se está configurando, poco a poco, el desgénero humano´. Una degeneración que, en la medida de lo posible, habría que luchar por regenerar”.
Trecho do belo ensaio de Emma Rodriguez sobre o livro Identidad y amistad - El mundo como posibilidad, (edição Taurus), publicado no portal Lecturas submergidas.
Sobre a velhice na Grécia antiga
Los problemas de ser viejo en la antigua Grecia
Recomendo a leitura desta interessante matéria escrita pelo historiador espanhol Francisco Martinez Hoyos, publicada na revista Historia Y Vida/La Vanguardia.
O guia do Herzog.
" ¿Qué tan importante, pregunta Herzog en su ensayo “Sobre lo absoluto, lo sublime y la verdad extática”, es lo fáctico? ´Desde luego, no podemos hacer caso omiso de lo fáctico; tiene un poder normativo. Sin embargo, jamás nos podrá dar la especie de iluminación, el destello extático, del que surge la verdad. "
Trecho do Guia para perplejos, do cineasta Werner Herzog.
Retorno ao que nunca foi esquecido
" A ciência moderna tornou obsoletas as crenças míticas. Hoje os arqueólogos apenas constatam um passado perdido. Mas a experiência do...



