Depois de quase três quartos de século de idade, nos últimos meses venho me ocupando de saber e entender melhor sobre o Universo e o sentido da vida, da nossa vida neste tão vasto mundo. Ontem pela manhã, como nos últimos domingos, estive ouvindo o programa radiofônico "Universo fantástico", transmitido pela rádio Inconfidência (103,9FM) e reprisado à noite pela rádio UFMG Educativa (104,5FM), produzido, dirigido e apresentado pelo professor de astrofísica da UFMG, Renato Las Casas. Ouvindo essa e outras edições do referido programa, tenho tomado conhecimento de tantas coisas interessantes, coisas que sabia, ou desconfiava saber, de outra forma, com outro léxico. Fiquei todo o resto do último Domingo (28/6), pensando no belíssimo, na profundidade do comovido comentário do referido professor sobre o "ponto azul", fotografado em 1990, quando a sonda Voyager 1 estava a 6 bilhões de quilômetros da Terra. Não tive outra opção que imediatamente buscar o livro do astrônomo e escritor Carl Sagan, que está me levando a pensar, de outra forma, o sentido da nossa existência, uma vontade incontida de retornar à imensa sabedoria dos velhos pensadores gregos e compreender o motivo do grifo à entrevista com o filósofo Peter Sloterdjik (ler abaixo). Acreditem, o livro de Carl Sagan é altamente recomendável!
Para ler e pensar
Conversas sobre as coisas que leio, ouço, vejo e quero compartilhar. Um arquivo de textos jornalísticos e críticos e imagens...fragmentos de ideias, imagens e pensamentos sobre as coisas pelas quais me interesso: arquitetura, artes, cidades, cinema, design, filosofia, fotografia, literatura, memória, moda, música... Peço que, ao mencionarem ou reproduzirem o conteúdo deste blog, deem os créditos, especialmente das fontes originais (Mário Santiago)
Arquivo do blog
29.6.26
Mas que vasto mundo...
28.6.26
Peter Sloterdjik: La raison est fatiguée
Andando por aí encontrei na edição no.33/2017 da Philosophie Magazine, esta interessante entrevista com o filósofo alemão Peter Sloterdjik, da qual extraí este grifo, que faço questão de compartilhar com quem se interessar:
"Pourquoi le rationnel a-t-il perdu son pouvoir d’enchantement ?" (entrevistador)
"La plus grande douleur pour l’intellect humain traditionnel survient au moment où il découvre que ses idées favorites ne fonctionnent plus. Ces idées sont au nombre de trois : circularité, équilibre, symétrie. Ces catégories sont encore plus fondamentales et plus anciennes que les catégories aristotéliciennes. Or, désormais, elles ne rendent plus compte du réel. Notre déception est insurmontable. Il faut apprendre à penser l’asymétrie, le déséquilibre et la non-circularité. Depuis ce grand hiatus survenu il y a deux siècles, sur un plan épistémologique, nous sommes devenus post-symétriques, post-équilibrés et post-circulaires. S’il y a des retours, ce ne sont pas des retours du même. Dans ce nouveau monde, l’étrangeté ne cessera pas de nous étonner. Nous avons devant nous un millénaire de maux de tête!" (resposta de Peter Sloterdjik)
14.6.26
Palavras de Alan Pauls
“Ahora mismo me preocupan menos los que escriben que los que leen”.
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"No sé, soy pésimo para los diagnósticos y las visiones
panorámicas. Pero descubro cosas interesantes todos los días, así que deben estar bien. Ahora mismo me preocupan menos los que escriben que los que leen, no tanto porque sean menos como porque cada vez se dejan reducir más a la triste categoría de usuarios. Las escuelas de escritura proliferan como hongos, pero ¿qué pasa con las de lectura, que son tanto más urgentes?"
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Excelente esta entrevista do escritor argentino Alan Pauls ao jornal chileno La Tercera.
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27.4.26
Du passé au présent
de la demi-vie radioactive à la résilience du vivant.
Excelente artigo de Frédéric Manzini, publicado na revista Philosophie Magazine em 23/04/2026.
Leitura altamente recomendável,inclusive dos textos deste e de outros autores, que lhe antecedem ou sucedem,embora estejam reservados aos assinantes da revista.
Excelente artigo de Frédéric Manzini, publicado na revista Philosophie Magazine em 23/04/2026.
Leitura altamente recomendável,inclusive dos textos deste e de outros autores, que lhe antecedem ou sucedem,embora estejam reservados aos assinantes da revista.
28.3.26
Antônio Cícero, sobre poesia e filosofia
Este texto do poeta Antônio Cícero (Rio de Janeiro 06/10/ - Zurique,Suíça 23/10/2024) foi publicado no jornal Folha de São Paulo/caderno Ilustrada, em 02 de junho de 2007. A leitura é altamente recomendável. Encontrei-o em minhas prateleiras digitais e em virtude de estudos que venho realizando, achei importante disponibilizá-lo aqui.
"Pois bem, assim são os poemas: objetos de palavras, com todos os seus sentidos, seus referentes, seus sons, seus ritmos, suas sugestões, seus ecos. À primeira vista, eles nos falam, por exemplo, sobre uma pedra que havia no meio do caminho. Mas eles não são, no fundo, feitos para falar sobre pedras ou sobre coisa alguma. Ao contrário: como os quadros, eles são feitos para que nós pensemos sobre eles, e para que pensemos a partir deles com todas as nossas faculdades, e até com nossos corpos."
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"Enquanto o valor do poema não é dado pelo que fale sobre coisa alguma, pois a sua função, enquanto poema, não é falar sobre coisa alguma, o valor do discurso filosófico está no que fala sobre as coisas, mesmo quando a coisa de que fala seja a própria filosofia."
"Queridos amigos,
9.3.26
Natalia Ginzburg | Breviário do escritor
Texto publicado em 21 de junho de 1964 na revista semanal L’Espresso com o título Quando lo scrittore è innamorato (Quando o escritor está apaixonado) e o subtítulo 35 consigli per scrivere un romanzo (35 conselhos para escrever um romance). Em 2017, o ano seguinte ao centenário de nascimento de Natalia Ginzburg (1916-91), foi republicado em um número dedicado à obra da escritora italiana, organizado por Maria Antonietta Grignani e Domenico Scarpa, na revista Autografo, do Centro Manoscritti, da Universidade de Pavia, com o título que consta nos manuscritos conservados no arquivo de Ginzburg, Breviario dello scrittore.
Disponível em Revista Piauí | Edição 234 | Março 2026
16.2.26
Para ouvir e pensar!
Pat Metheny e Charlie Haden, Cinema Paradiso
Outra e interessante edição do belo concerto dos dois grandes músicos.
17.11.25
Lévi Strauss - Saudades do Brasil | Documentário
Passou por aqui, a propósito e por bela motivação. Nunca será demais assistir novamente ao interessante documentário.
10.10.25
Um território contestado!
"Desde os tempos em que era entendida como instrumento de afirmação da identidade
nacional até agora, a literatura brasileira é um espaço em disputa. Afinal, está em jogo a possibilidade
de dizer sobre si e sobre o mundo. Hoje, cada vez mais, autores e críticos se movimentam na cena
literária em busca de espaço – e de poder, o poder de falar com legitimidade ou de legitimar aquele
que fala. Daí os ruídos e o desconforto causados pela presença de novas vozes, “não autorizadas”; pela
abertura de novas abordagens e enquadramentos para se pensar a literatura; ou, ainda, pelo debate da
especificidade do literário, em relação a outros modos de discurso, e das questões éticas suscitadas por
esta especificidade."
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"Por isso, a entrada em cena de autores (ou autoras) que destoam desse perfil causa desconforto
quase imediato. Pensem no senhor que conserta sua geladeira, no rapaz que corta seu cabelo, na sua
empregada doméstica – pessoas que certamente têm muitas histórias para contar. Agora colem o retrato
deles na orelha de um livro, coloquem seus nomes em uma bela capa, pensem neles como escritores. A
imagem não combina, simplesmente porque não é esse o retrato que estamos acostumados a ver, não é
esse o retrato que eles estão acostumados a ver, não é esse o retrato que muitos defensores da Língua e da
Literatura (tudo com L maiúsculo, é claro) querem ver. Afinal, nos dizem eles, essas pessoas tem pouca
educação formal, pouco domínio da língua portuguesa, pouca experiência de leitura, pouco tempo para
se dedicar à escrita."
Recomendo acesso a um texto muito interessante de autoria da professora Regina Dalcastagnè , cujo resumo está acima.
31.8.25
Um belo documentário do Karim Aïnouz
Bom dia e bom Domingo! Vale também desejar um bom Setembro, que começa amanhã. Depois de quase um mês sem aparecer por aqui, volto, por um bom motivo, para recomendar o belo documentário desse diretor brasileiro, de ascendência cearense e argelina, Marinheiro das montanhas. Assisti ao filme na TV ontem à noite e, de tanto que gostei, resolvi compartilhar e recomendar. Inevitável foi a comparação com o cinema do grande português Manoel de Oliveira (que está no topo da minha lista de diretores preferidos). Se puderem, assistam e comentem a experiência por aqui. O comentário que segue através do link foi um dos melhores que encontrei sobre o filme, pelo menos até agora. Outros poderão chegar até aqui, tão logo eu os encontre.
Ensaio crítico
27.7.25
"Contratapas" de Página12
"El futuro sigue siendo nuestro más antiguo sueño, pero también nuestro sueño más nuevo o siempre renovado, radiante contra las sombras del hoy. Empedernido, porque no tiene otra opción que serlo. Las catástrofes y sus devastaciones nos asedian, se han convertido en el pulso diario de los días. Aprendimos que las catástrofes más temibles no son obras de la naturaleza sino de la propia condición humana, que se nos vuelve irrespirable por su creciente inhumanidad. También aprendimos que los libros son obra de aquella misma condición. No creo que su antídoto, un antídoto por completo eficaz, sabemos que las catástrofes no responden en modo alguno a “ignorancias”, pero sí son los libros un dispositivo anti-catástrofes, un modo de combatirlas tanto como de abrir hendijas por donde respirar entre tanto escombro. Hay libros que hacen de nuestra condición humana un género menos inhumano, mejoran –esta vez ellos- al género humano mismo. La escritura en sí misma es un dispositivo anti-catástrofe siempre a mano, un artefacto de inteligencia artesanal capaz de sobrevivir al diseño de artificialidades y engendrar futura escritura, futuro pensar. Hay libros, que con su sola existencia son el testimonio de que la catástrofe se combate, también, con libros."
Mas que vasto mundo...
Depois de quase três quartos de século de idade, nos últimos meses venho me ocupando de saber e entender melhor sobre o Universo e o senti...


