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14.10.26

Para mim, os mais belos poemas de T.S. Eliot

 Four Quartets

Há décadas, lá pelos idos anos de 1970, ganhei este livro de presente de meu irmão,  Nivaldo Santiago, quando ele retornava de uma viagem que fizer aos USA. Lembro-me de muitas e muitas conversas que tínhamos sobre o autor e o livro, este especialmenete. Da mesma forma que Heráclito, Eliot se afasta e se aproxima de mim, infinitas vezes. Abaixo, a epígrafe de Four Quartets:
 
"Although logos is common to all, most people live as if they had a wisdom of their own."

"The way upward and the way downward are the same." 
(Heraclitus)


    Foto Wikipedia


"Time present and time past
Are both perhaps present in time future,
And time future contained in time past.
If all time is eternally present
All time is unredeemable."
(
Burnt Norton)

Meus ancestrais, do passado, do presente e do futuro

 


Aluísio Magalhães
Anita Leandro
Antonio Cicero
António Lobo Antunes
Byung-Chul Han
Carl Sagan
Christian Prigent
Darcy Ribeiro
Edgar Morin
Eduardo Escorel
Enzo Mari
Érico Veríssimo
Eron Fagundes
Félix Guattari
Franz Kafka
Friedriech Hölderlin
György Lukács
Gilles Deleuze
Heráclito
Issey Miyake
Italo Moriconi
José de Anchieta Corrêa
José Chasin
José Saramago
J.P. Sartre
Jean Genet
Jean-Luc Nancy
João Cabral de Mello Neto
Jorge Amado
Jorge Luís Borges
José Saramago
Karl  Marx
Kleber Mendonça Filho
Laymert Garcia dos Santos
Lina Bo Bardi
Mariano Horenstein
Marguerite Duras
Massao Ohno
Merleau-Ponty
Nereide Santiago
Nicanor Parra
Nivaldo Santiago
Orides Fontela
Ricardo Piglia
Sidarta Ribeiro
Sócrates
Susan Sontag
T. S. Eliot
Torquato Neto
Walter Benjamin
Wim Wenders
Yanaihara Isaku
Yasujiro Ozu
Zygmunt Bauman


9.10.26

Morin: Convite ao indispensável viver poético

"Filósofo: o mundo vive a metástase do ego que suplanta o pensamento complexo. Guerra sem fim e democracia em crise são sintomas. Mas, aos 101 anos, provoca: só a ação criativa e comunitária afasta espectro da morte e constrói outros futuros." 
(Da entrevista publicada em Outras Palavras, 02/Jun/2023)
 

                               Foto: Jaime Villanueva/El País

7.10.26

Ana Cristina Cesar e a poesia “da” mulher

"A performance a que me refiro aqui é intrínseca ao próprio ato de realização da obra poética. Para Ana Cristina, o texto (poema ou prosa) é sempre construção, mais do que composição. No caso do segundo, por exemplo, sua construção tem semelhança com a forma do palimpsesto: uma parte se constrói a partir de outra, em cima de outra, enquanto sua leitura exige a desconstrução dessa mesma forma construída. O leitor logo observa que as palavras têm semelhança gráfica e fonética, e são substituídas performaticamente. A mudança da parte I para a parte II não é apenas visual, embora essa diferença também seja sutil. As palavras, inscritas no campo semântico do corpo da mulher e da escrita, têm significados diferentes, mas passam a ser sinônimas no corpo do poema: seios e textos; bicos e letras; concentrar e esconder; rabisco e nutro; meio e seio."
(Ensaio de Anélia Montechiari Pietrani, publicado na edição 313 da revista Cult).

  1. se:

31.8.26

Retorno ao que nunca foi esquecido

 "A ciência moderna tornou obsoletas as crenças míticas. Hoje os arqueólogos apenas constatam um passado perdido. Mas a experiência do tempo mítico ainda é forte em poetas como Holderlin que, antes de enlouquecer, escreveu sua tragédia A morte de Empédocles, ou em filósofos como Nietzsche, que concebeu a ideia de eterno retorno. Xamãs e poetas sempre souberam que o eterno se aloja em cada momento que passa. A circularidade do tempo torna relativa a noção de progresso. Na fluidez das metamorfoses e na velocidade do movimento, o que se revela é apenas a totalidade do tempo e do mito."
(grifo do resumo de um belíssimo ensaio de 1992, do grande intelectual brasileiro Laymert Garcia dos Santos -  "O tempo mítico hoje" [d
isponível, na íntegra, no site Artepensamento, do IMS]; este texto foi lido por mim há mais de trinta anos, na coletânea Tempo e História, organizada por outro brasileiro, o Adauto Novaes, e me encontrou há poucas horas, se convidando a ser novamente lido. Impossível não compartilhá-lo a partir daqui).  

6.7.26

Ah, Nicanor!

 Caminhando por aqui, despretensiosamente, me deparo com esta bela foto do grande poete chileno. Não lembro onde a obtive, mas isso será informado tão logo eu encontre a fonte, que deve estar muito bem guardada nessas não muito esquecidas "gavetas imaginárias", bem como esta Advertencia al lector. 



29.6.26

Mas que vasto mundo...

 Depois de quase três quartos de século de idade, nos últimos meses venho me ocupando de saber e entender melhor sobre o Universo e o sentido da vida, da nossa vida neste tão vasto mundo.  Ontem pela manhã, como nos últimos domingos, estive ouvindo o programa radiofônico "Universo fantástico", transmitido pela rádio Inconfidência (103,9FM) e reprisado à noite pela rádio UFMG Educativa (104,5FM), produzido, dirigido e apresentado pelo professor de astrofísica da UFMG, Renato Las Casas. Ouvindo essa e outras edições do referido programa, tenho tomado conhecimento de tantas coisas interessantes, coisas que sabia, ou desconfiava saber, de outra forma, com outro léxico. Fiquei todo o resto do último Domingo (28/6), pensando no belíssimo, na profundidade do comovido comentário do referido professor sobre o "ponto azul",   fotografado em 1990, quando a sonda Voyager 1 estava a 6 bilhões de quilômetros da Terra.  Não tive outra opção que imediatamente buscar o livro do astrônomo e escritor Carl Sagan, que está me levando a pensar, de outra forma, o sentido da nossa existência, uma vontade incontida de retornar à imensa sabedoria dos velhos pensadores gregos e compreender o motivo do grifo à entrevista com o filósofo Peter Sloterdjik (ler abaixo). Acreditem, o livro de Carl Sagan é altamente recomendável!


Fotos encontradas há pouco na Web





28.6.26

Peter Sloterdjik: La raison est fatiguée

Andando por aí encontrei na edição Hors-série no.33/2017 da Philosophie Magazine, esta interessante entrevista com o filósofo alemão Peter Sloterdjik, da qual extraí este  grifo, que faço questão de compartilhar com quem se interessar:


"Pourquoi le rationnel a-t-il perdu son pouvoir d’enchantement ?" (entrevistador)

"La plus grande douleur pour l’intellect humain traditionnel survient au moment où il découvre que ses idées favorites ne fonctionnent plus. Ces idées sont au nombre de trois : circularité, équilibre, symétrie. Ces catégories sont encore plus fondamentales et plus anciennes que les catégories aristotéliciennes. Or, désormais, elles ne rendent plus compte du réel. Notre déception est insurmontable. Il faut apprendre à penser l’asymétrie, le déséquilibre et la non-circularité. Depuis ce grand hiatus survenu il y a deux siècles, sur un plan épistémologique, nous sommes devenus post-symétriques, post-équilibrés et post-circulaires. S’il y a des retours, ce ne sont pas des retours du même. Dans ce nouveau monde, l’étrangeté ne cessera pas de nous étonner. Nous avons devant nous un millénaire de maux de tête!" (resposta de Peter Sloterdjik)

14.6.26

Palavras de Alan Pauls

 

“Ahora mismo me preocupan menos los que escriben que los que leen”.
__________
"No sé, soy pésimo para los diagnósticos y las visiones
panorámicas. Pero descubro cosas interesantes todos los días, así que deben estar bien. Ahora mismo me preocupan menos los que escriben que los que leen, no tanto porque sean menos como porque cada vez se dejan reducir más a la triste categoría de usuarios. Las escuelas de escritura proliferan como hongos, pero ¿qué pasa con las de lectura, que son tanto más urgentes?
"
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Excelente esta entrevista do escritor argentino Alan Pauls ao jornal chileno La Tercera.
__________
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27.4.26

Du passé au présent

 

de la demi-vie radioactive à la résilience du vivant.

Excelente artigo de Frédéric Manzini, publicado na revista Philosophie Magazine em 23/04/2026.
Leitura altamente recomendável,inclusive dos textos deste e de outros autores, que lhe antecedem ou sucedem,embora estejam reservados aos assinantes da revista.

Para mim, os mais belos poemas de T.S. Eliot

  Four Quartets Há décadas, lá pelos idos anos de 1970, ganhei este livro de presente de meu irmão,  Nivaldo Santiago, quando ele retornava ...