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13.1.25

György Lukács!

Há tempos procurava uma foto dessa estátua!
Navegando por aqui eu a encontrei, há poucos dias, com um resumo da sua história, em um arquivo digital do livro de Georg Lukács "Pensamento vivido - Autobiografia em diálogo", publicado pelo Instituto Lukács (São Paulo, 2017).
Transcrevo, abaixo, um pouco da história dessa obra, que encontrei na mesma publicação:
"Estátua de Lukács localizada no parque Szent István (Santo Estêvão), às margens do Danúbio, em Budapeste, em uma região na qual milhares de judeus e outras vítimas do nazismo foram fuziladas e jogadas no rio durante a Segunda Guerra. A obra é de Imre Varga e foi colocada no parque em 1985. Em março deste ano (?) a Assembleia MunIcipal de Budapeste retirou a estátua do parque, em seu lugar será colocada uma estátua de Santo Estêvão da Hungria. A medida foi decorrente da vaga conservadora e do crescimento da extrema direita que assola o mundo".
[nada mais atual]
(Foto: István in: Ország Album).
Para ver, ler e pensar!


 

11.7.21

O centenário do pensador


Interessantes notas publicadas a propósito do centenário do grande pensador francês.

Edgar Morin – lições de um centenário (Fagner Torres de França, Eugênia Maria Dantas e Josineide Silveira de Oliveira,no site A Terra é redonda): "No entanto, ´onde cresce o perigo, cresce também aquilo salva´. Essa frase, que Morin havia lido ironicamente em um poeta alemão, Hölderlin, o ajudou a formular uma das bases mais fortes de seu pensamento: o princípio da incerteza. É preciso saber esperar o inesperado."

Edgar Morin, 100 anos (Antônio Sales Rios Neto, no site A Terra é redonda): 
“Com frequência, é preciso ser um desviante minoritário para estar no real. Embora, aparentemente, nele não haja nenhuma perspectiva, nenhuma possibilidade, nenhuma salvação, a realidade não está paralisada para sempre, ela tem seu mistério e sua incerteza. O importante é não aceitar o fato consumado” (Edgar Morin).


Cem anos de sabedoria e complexidades (Marcelo Rollemberg, Jornal da USP): “A história humana é relativamente inteligível a posteriori, mas sempre imprevisível a priori.”

“Cette épidémie nous apporte un festival d’incertitudes. Nous ne sommes pas sûrs de l’origine duvirus : marché insalubre de Wuhan ou laboratoire voisin, nous ne savons pas encore les mutationsque subit ou pourra subir le virus au cours de sa propagation. Nous ne savons pas quand l’épidémierégressera et si le virus demeurera endémique. Nous ne savons pas jusqu’à quand et jusqu’à quelpoint le confinement nous fera subir empêchements, restrictions, rationnement. Nous ne savons pasquelles seront les suites politiques, économiques, nationales et planétaires de restrictions apportéespar les confinements. Nous ne savons pas si nous devons en attendre du pire, du meilleur, unmélange des deux : nous allons vers de nouvelles incertitudes.” (Entrevista ao Le Monde, 7 Jul. 2021)



 

18.2.21

Darcy Ribeiro, que nos deixou há 24 anos, mas continua por aqui




A inteligência mais autônoma do Terceiro Mundo.
Uma bela matéria/homenagem ao grande pensador brasileiro, assinada por Amanda Massuela e publicada na edição no 220 ( Leonardo Boff, Isa Grinspum Ferraz e Eric Nepomuceno.

16.7.18

Richard Sennett


Uma interessante entrevista com o sociólogo escritor Richard Sennett, publicada ontem no jornal argentino Página 12.
“En mi opinión la manera en que la literatura reconoce los procesos sociales se lleva a cabo, pero no sólo por un motivo ideológico ni siquiera por un motivo descriptivo. Sino que yo creo que al escribir sobre estos procesos sociales con mayor ingenuidad se logran mejor los objetivos. Cuando uno lo describe desde un punto de vista de mayor ingenuidad y no desde un punto de vista intelectual. “

6.5.18

Marx, vivo aos duzentos anos, apesar dos seus coveiros



Marx - Ilustração de Eloar Guazzelli












Ilustração de Karl Marx - Eloar Guazzelli
Interessante a entrevista publicada hoje no jornal Folha de São Paulo/Ilustríssima, com o biógrafo francês Michael Heinrich, autor de Karl Marx e o nascimento da sociedade moderna (Vol. 1), traduzido por Claudio Cardinali (Editora Boitempo).
Trechos recortados da entrevista:
“O marxismo começou logo após a morte de Marx, nos anos 1880 e 1890, quando a social-democracia alemã, pelas mãos de Karl Kautsky (1854-1938), começou a tratar Marx e Engels como clássicos. E um clássico está completo, não tem mais nada a desenvolver” (…) .
”Marx já antevia esse perigo, daí sua famosa frase ao genro, Paul Lafargue (1842-1911): ´Eu não sou um marxista´”.

“O crítico Slavoj Zizek afirmou num texto recente que ser leal a Marx hoje é deixar de ser marxista. Concorda com a afirmação?”

“É preciso antes entender o que ele quis dizer com "marxista". Lembro uma outra citação, do historiador austríaco Egon Friedell (1878-1938), que foi perseguido pelos nazistas e depois se suicidou. Ele disse certa vez: Marxistas são pessoas que nunca entenderam Marx´.Eu concordo com Zizek nesse ponto. Para levar o legado do alemão a sério, é preciso criticar o marxismo, ou seja, a tendência a criar um dogmatismo, uma visão fechada de mundo. Por outro lado, é preciso levar em conta os insights científicos de Marx.”

Outras publicações no mesmo jornal:
É urgente voltar a Marx para entender nova fase da economia, diz professor.
Nova biografia apresenta Karl Marx sem cair na tentação maniqueísta.

31.3.18

Jacques Rancière

O filósofo francês Jacques Rancière
Uma bela entrevista com o pensador francês Jacques Rancière, publicada no jornalFolha de São Paulo em 23 Mar. 2018. Leitura altamente recomendável.

22.1.12

Zygmunt Bauman: a certeza da incerteza.

ZYGMUNT BAUMAN: "Estamos asustados por la fragilidad y la vacilación de nuestra situación social."

Entrevista com o grande pensador polonês, publicada no jornal Clarin, Revista Ñ, em 12/01/2012.

26.12.11

Louise Bourgeois.

Fragmentos de uma grande obra:
”O significado da arte moderna é que você tem de encontrar sempre novos meios para se expressar, para expressar os problemas, que não há meios definitivos, nem uma abordagem fixa. É uma situação dolorosa, e a arte moderna trata dessa dolorosa situação de não haver absolutamente uma maneira definitiva de se expressar. É por isso que a arte moderna continuará, porque essa condição permanece; é a condição humana moderna…é sobre a dor de não ser capaz de se expressar adequadamente, de expressar suas relações íntimas, seu inconsciente, confiar no mundo o suficiente para se expressar diretamente nele” (Destruição do pai. Reconstrução do pai. Escritos e entrevistas 1923-1997. Cosac Naify. págs. 166-167).
Louise Bourgeois faria cem anos no último dia 24/12.

2.4.11

Por que Walter Benjamin?

WB
Pequeno dossiê sobre o pensador alemão, publicado ontem no jornal Clarin/Revista Ñ. Aí pode ser lida interessante entrevista com a escritora argentina Beatriz Sarlo, a propósito da nova edição do seu livro Siete ensayos sobre Walter Benjamin.
“Hay imágenes que nunca hemos visto hasta que las recordamos. Aquellas imágenes reveladas en el cuarto oscuro de la experiencia vivida son las más importantes que llegaremos a ver. Uno podría decir que los acontecimientos más profundos han sido equipados con una pequeña imagen, una fotografía de nosotros mismos.”

13.3.11

Para que serve a literatura?

Crônica do escritor e professor uruguaio Jorge Majfud, que abriga outras também pertinentes perguntas aos tempos em que vivemos, onde todos parecem estar muito preocupados com a “utilidade”. Publicada no jornal argentino ARGENPRESS, em 10/03/2011. Uma outra interessante reflexão deste autor, Por que escribimos? ,merece ser lida: “Escribo porque quiero batalla con este mundo que no me conforma y escribo porque a veces quisiera refugiarme en algo que no está aquí y ahora, algo que está libre de la contingencia del momento, algo que se parece a un más allá humano o sobrehumano.”

7.3.11

A morte de Benedito Nunes.

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Lamentável a morte do pensador e professor amazônico  e brasileiro Benedito Nunes, ocorrida em 27/02/2011. As palavras de Antonio Candido ajudam a entender “a riqueza desse movimento pendular”: “O filósofo traz para a literatura o nível de reflexão e de abstração que os críticos geralmente não trazem; ele leva para a filosofia um sentimento estético e um senso de beleza que os pensadores nem sempre têm”. Ler o “perfil” publicado na revista Cult em novembro de 2009 e o artigo do Professor Renan Freitas Pinto, da Universidade Federal do Amazonas, publicado no sítio do Núcleo de Cultura Política do Amazonas.

16.11.10

Arte, um fim em si mesmo.

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Outra entrevista com a filósofa húngara Agnes Heller, publicada no caderno ADNCultura do jornal La Nación, de Buenos Aires, em 12/11/2010. 

29.9.10

Setenta anos sem Walter Benjamin.

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“Un pueblo de pescadores al norte de la Costa Brava, en el límite con Francia. A diferencia de otros, no se ha convertido en un centro turístico importante. Es más, podría decirse que se ha quedado en el tiempo. Todo Portbou parece un lugar de memoria, como si hubiera detenido su ritmo –el ferrocarril y la aduana no tienen la importancia de antes– para rendir homenaje al más ilustre de sus huéspedes…hace 70 años, un escritor judío alemán encontró aquí su última morada.” Ler a íntegra do texto de autoria de Eduardo Jozami, publicado hoje no jornal argentino Página12.

11.8.10

Agnes Heller: “Odiar el presente es como odiarnos a nosotros mismos”.

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“(…) en este tiempo postmetafísico no hay más lugares centrales, ni verdades centrales, ni “ismos”, ni personas centrales”. Trecho da entrevista com a pensadora húngara Agnes Heller, publicada hoje no jornal argentino Página12.

31.7.10

“Los libros no morirán nunca”.

Conversa entre Jean-Claude Carrière e Umberto Eco, publicada hoje no caderno ADNCultura do jornal La Nación.

Morin: Convite ao indispensável viver poético

"Filósofo: o mundo vive a  metástase  do ego que suplanta o pensamento complexo. Guerra sem fim e democracia em crise são sintomas. Mas...