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13.12.21

"Sobre a leveza da paz", José Luís Fiori

"E por isso mesmo, nunca haverá uma paz conquistada através da guerra que possa ser equânime, porque toda paz será sempre injusta do ponto de vista dos derrotados. Por isso, concluímos nossos dois livros com uma tese que não é nem realista nem idealista, é simplesmente dialética: ´a paz é quase sempre um período de ‘trégua’ que dura o tempo imposto pela ‘compulsão expansiva’ dos ganhadores, e pela necessidade de ‘revanche’ dos derrotados. Por isso se pode dizer que toda paz está sempre ‘grávida’ de uma nova guerra. Apesar disto, a ‘paz’ mantém-se como um desejo de todos os homens, e aparece no plano da sua consciência individual e social como uma obrigação moral, um imperativo político, e uma utopia ética quase universal. Por isso, a guerra e a paz devem ser vistas e analisadas como dimensões inseparáveis de um mesmo processo, contraditório e permanente de busca dos homens, por uma transcendência moral muito difícil de ser alcançada´” (Trecho do interessantíssimo artigo encontrado no site A terra é redonda).

28.8.21

O marxismo romântico de E. P. Thompson



"Os poetas, escritores e filósofos românticos da Europa Ocidental — gestados nas caldeiras mecânicas do final do século dezoito e início do século dezenove — estão entre os primeiros críticos da modernidade burguesa, a civilização criada pelo triunfo do capitalismo. O Romantismo — um “movimento cultural” que atravessa literatura, filosofia, artes, política, religião e história — foi caracterizado por uma nostalgia por um passado real ou imaginado e abrigava tanto correntes e pensadores revolucionários e conservadores".

"Segundo o sociólogo franco-brasileiro Michael Löwy, o Romantismo compartilhava em sua base uma crítica fundamental da ´quantificação da vida, ou seja, a dominação (quantitativa) total do valor de troca, do cálculo frio de preços e lucros e das leis do mercado sobre todo o tecido social´".
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"Com a quantificação da vida na civilização burguesa veio o ´declínio de todos os valores qualitativos — social, religioso, cultural ou estéticos — a dissolução de todos os vínculos humanos qualitativos, a morte da imaginação e do romance, a fastidiosa uniformização da vida, a relação puramente ´utilitária´ — isto é, quantitativamente calculável — dos humanos entre si e com a natureza´".
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“´Qualquer avaliação da qualidade da vida deve envolver uma análise da totalidade da experiência de vida, as múltiplas satisfações e privações, culturais e também materiais, das pessoas implicadas´. Quando Thompson realiza essa análise, quando examina a totalidade da experiência, quando olha para a Revolução Industrial e, nas palavras de Alberto Toscano retiradas de um outro contexto, ´a enxerga por completo´, ele não consegue escapar da perversidade do sofrimento e da feiura decorrentes."

(Trechos do artigo de Jeffery R. Webber, professor sênior de economia política internacional em Goldsmiths, Universidade de Londres, publicado no site da revista Jacobin Brasil, em 27 Jan. 2021. Tradução de Natanael Alencar, sobre o histporiador marxista inglês Edward Palmer Thompson, 3 Fev. 1924 /28 Ago. 1993)

10.7.14

Para entender o capitalismo do tempo da globalização.

Capitalismo, globalización y desigualdad social.
Interessante texto do sociólogo panamenho Olmedo Beluche.
Immamuel Wallerstein, apud Beluche: "¿…habría algo hoy fundamentalmente diferente de lo que sucedía hace cincuenta años?, …Para mí, la respuesta es no: económicamente no sucede nada diferente de lo que actualmente denominamos ´globalización´ [...]. La globalización,…, es la esencia del modo de funcionamiento de la economía-mundo capitalista, y lo ha sido toda la vida. Los capitalistas no se concentran en un solo país,no los grandes, no los importantes. Y es totalmente falsa la idea de que solamente hoy existe mercado mundial…”.

Retorno ao que nunca foi esquecido

 " A ciência moderna tornou obsoletas as crenças míticas. Hoje os arqueólogos apenas constatam um passado perdido. Mas a experiência do...