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11.3.21

O centenário de Piazzolla

"O encontro de Piazzolla com Gardel em 1934 se tornaria lendário, mas a seu momento não foi mais que prosaico. Piazzolla tinha 13 anos e seu pai, fã do grande ídolo argentino, lhe encarregara de levar um presente a Gardel, de um patrício a outro: uma peça gauchesca que ele mesmo entalhara em madeira; pedindo-lhe, em troca, fotografias autografadas. Gardel, que não falava inglês, acolheu o menino de muito bom grado e logo o transformou em seu cicerone e intérprete informal, o que lhe valeu uma ponta no filme ´El día que me quieras´, como vendedor de jornais. Teria sido apenas após as filmagens que Gardel ofereceu um churrasco, no qual Piazzola compareceu com seu bandoneón e arriscou peças do repertório clássico, até que Gardel lhe pediu que o acompanhasse em ´Arrabal amargo´” (trecho do ensaio A revolução ‘piazzollana’ do tango, de Ricardo Cavalcanti-Schiel, publicado na revista Cult em agosto/2017)

Foto: Artrianon
Um click para ouvir Oblivion, uma música lindíssima



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