"Más de una vez, la relación entre literatura y política se aprecia con toda claridad no en los proyectos compartidos, sino en las ausencias. Tal es el caso del cuerpo, el gran ausente de la literatura y de la política latinoamericanas hasta hace no tantos años." (In Revista Letras libres, 20 Set. 2023)
Conversas sobre as coisas que leio, ouço, vejo e quero compartilhar. Um arquivo de textos jornalísticos e críticos e imagens...fragmentos de ideias, imagens e pensamentos sobre as coisas pelas quais me interesso: arquitetura, artes, cidades, cinema, design, filosofia, fotografia, literatura, memória, moda, música... Peço que, ao mencionarem ou reproduzirem o conteúdo deste blog, deem os créditos, especialmente das fontes originais (Mário Santiago)
Arquivo do blog
23.9.23
Cuerpo, um belo ensaio de Federico Guzman Rubio
"Más de una vez, la relación entre literatura y política se aprecia con toda claridad no en los proyectos compartidos, sino en las ausencias. Tal es el caso del cuerpo, el gran ausente de la literatura y de la política latinoamericanas hasta hace no tantos años." (In Revista Letras libres, 20 Set. 2023)
11.7.21
Ricardo Piglia - Ler e narrar como forma de ser
Interessante matéria sobre a coletâneaq de ensaios Ricardo Piglia, The Master: lector, novelista y profesor, organizada por Raquel Fernández Cobo (Editorial Universidad de Almería. Ricardo Piglia, “ensayista, novelista, cuentista, traductor, antólogo, profesor, intermediario; en fin, (és) imprescindible para acercarnos a la literatura como techné y como forma de vida.”30.6.21
Silvina Friera entrevista Juan Forn
9.6.21
O "Deutsches Requiem" de Borges
"Nací en Marienburg, en 1908. Dos pasiones, ahora casi olvidadas, me permitieron afrontar con valor y aun con felicidad muchos años infaustos: la música y la metafísica. No puedo mencionar a todos mis bienhechores, pero hay dos nombres que no me resigno a omitir: el de Brahms y el de Schopenhauer. También frecuenté la poesía; a esos nombres quiero juntar otro vasto nombre germánico, William Shakespeare. Antes, la teología me interesó, pero de esa fantástica disciplina (y de la fe cristiana) me desvió para siempre Schopenhauer, con razones directas; Shakespeare y Brahms, con la infinita variedad de su mundo. Sepa quien se detiene maravillado, trémulo de ternura y de gratitud, ante cualquier lugar de la obra de esos felices, que yo también me detuve ahí, yo el abominable." (Jorge Luis Borges, in El Aleph)
O conto acima (do qual postei aqui apenas um trecho)é mencionado no excelente livro de Alberto Manguel (Com Borges, Editora Âyné)
P.S.: A biblioteca onde este texto está depositado é muito boa - Recomendável uma visita
Um Requiem Alemão, op. 45, de Johannes Brahms (1833-1897)- Filarnmônica de Berlim - Regente Claudio Abbado
Buenos Aires, a cidade de Borges
Borges canta sua 'cidade de percepções'
Régis Bonvicino
"Rua desconhecida chama a atenção apenas do poeta"
"Há uma confusão entre "poético", "poesia" e "poema". As pessoas se sentem ou querem estar próximas do que se chama de "poético". O "poético" é quase sempre vago, impreciso _um espaço de despercepção. A poesia é o território onde aparecem as coisas que os desatentos não percebem.
O primeiro livro de poemas de Jorge Luis Borges, "Fervor de Buenos Aires" (1923), pode ser lido como um roteiro atento daquilo que normalmente não se vê numa cidade.
"Sombra benigna das árvores/ vento com pássaro que sobre ramos ondeia." Assim, fala da Recoleta e "de sua retórica de sombra e mármore" _que diz da "dignidade de estar morto". Rua desconhecida não chama a atenção do desatento, mas chama a do poeta: "Talvez esta hora, da tarde de prata/dê sua ternura à rua/fazendo-a tão real quanto um verso".
A vegetação parece se constituir em obsessão do escritor, que _ ao se referir à plaza San Martin_ escreve: "Todo o sentir se aquieta/sob a absolvição das árvores/jacarandás e acácias..." Elas _jacarandás e acácias_ ainda estão lá?
De que modo Borges trata um simples pátio de Buenos Aires? "Com a tarde/se cansaram as duas ou três cores do pátio/Esta noite, a lua, um claro círculo/não domina seu espaço."
Na verdade, Borges fala de um pátio. Mas do pôr-do-sol em um pátio, com lua cheia. Pátio de poucas cores etc. Tantas percepções e imagens em tão poucas linhas, às vezes passam em branco.
"Lá fora há um pôr-do-sol/prata escuro/engastado no tempo/e uma funda cidade cega/de homens que não te viram." Talvez, valesse à pena prestar a atenção nessa "cidade de percepções". (Transcrição de uma publicação do jornal Folha de São Paulo.18 Janeiro 1996)
7.6.21
3.6.21
Clases de literatura - Berkeley - 1980
“Alguna vez he comparado el cuento con la noción de la esfera, la forma geométrica más perfecta en el sentido de que está totalmente cerrada en sí misma y cada uno de los infinitos puntos de su superficie son equidistantes del invisible punto central. Esa maravilla de perfección que es la esfera como figura geométrica es una imagen que me viene también cuando pienso en un cuento que me parece perfectamente logrado. Una novela no me dará jamás la idea de una esfera; me puede dar la idea de un poliedro, de una enorme estructura. En cambio el cuento tiende por autodefinición a la esfericidad, a cerrarse.”
Todos los fuegos el fuego
Fonte: lecturalia.org)
Internet Archive
2.6.21
Conversas com Cortázar
Fonte: Livraria Travessa
Nas longas entrevistas concedidas ao jornalista uruguaio Ernesto González Bermejo, o autor de "Bestiário" põe em evidência todas as principais características que tornaram sua obra tão viva e afetivamente tão próxima de seus leitores: o prazer da invenção, o humor sofisticado, a aversão aos dogmas e formalidades, a concepção da literatura como jogo, a crença quase metafísica no poder transformador da linguagem." (Entrevistas iluminam os fantasmas do autor argentino. José Geraldo do Couto. Folha de São Paulo. Ilustrada. 05 Out. 2002).
1.6.21
Sobre o cronópio Cortázar
"Siempre seré como un niño para tantas cosas, pero uno de esos niños que desde el comienzo llevan consigo al adulto, de manera que cuando el monstruito llega verdaderamente a adulto ocurre que a su vez éste lleva consigo al niño, y nel mezzo del camin se da una coexistencia pocas veces pacífica de por lo menos dos aperturas al mundo." (Julio Cortázar, em Valise de Cronópio)
"Último telefonema para o Cronópio - Como Julio Cortázar mudou minha vida"
"É o seguinte: o Cortázar faria 100 anos por esses dias, não fosse a suprema gafe de ter morrido. Isso não é coisa que se faça, sobretudo se o cara é um cronópio certificado por despeitabilíssimos institutos interplanetários de Patafísica Aplicada, Surrealismo Off-Road, Transumância à la Mode e Línguas Glíglicas, Esperânticas e Transgalácticas. E sendo que o Cortázar, inda por cima, foi egrégio diretor-presidente-em-exercício-moderado de todas essas entidades da mais ilibada e desequilibrada inexistência.Fico imaginando as deliciosas autoironias com que Julio Cortázar haveria de brindar seus 100 anos, iniciados cartorialmente no dia 26 de agosto de 1914, mas com toda certeza tramado nove meses antes, como é praxe na espécie humana, cronópios, famas e esperanças incluídos. Pra começar, aos milhares de jornalistas do mundo todo ávidos por uma declaração sua, ele anunciaria ter baixado a categórica proibição de bolo com 100 velinhas na sua festa, em vista da alarmante quantidade de perdigotos que um ancião centenário é capaz de borrifar em cima de um bolo ao tentar soprar 100 velinhas, junto com alguma eventual prótese dentária que lhe possa escapar da boca. Sem falar no risco de um AVC por excesso de esforço expiratório lá pela sexagésima velinha, com o pobre macróbio emborcando de cara no alvo e cremoso chantilly, que lástima, tão cobiçado pelos convivas. Um trespasse do aniversariante, nessas condições, seria um duro golpe pros seus amigos, em especial suas amigas e fanzocas de época, já bem velhinhas elas também, que teriam ido à festa com alguma dificuldade locomotora para vê-lo apagar as velinhas e pra comer o bolo e se refestelar com o chantilly da cobertura, visto que depois de um certo número de décadas vividas já não há muitos prazeres na vida maiores do que bolo com cobertura de chantilly, e de graça [...]." (Reinaldo Moraes. Memórias literárias. Revista Piauí. Edição 95 - Agosto 2014)
15.5.21
Entrevistas com os escritores
"Los típicos libros de entrevistas suelen ser transcripciones de diálogos que muchas veces surgen en el marco de una coyuntura, como suele ser la aparición de un título nuevo de un autor. Pero esto es otra cosa: se pensó desde un comienzo como un rescate de esos pasajes de las charlas en que los mismos entrevistados descubren algo imprevisto en relación a la vocación o a la forma en que ejercen el oficio, eso que no tenían previsto decir, pero algún tipo de revelación irrumpe durante la misma conevrsación y los sorprende. Es lo que a veces sobreviene a ese silencio incómodo en el que el propio autor percibe qjue desconoce la respuesta, y entonces puede sobrevenir lo inesperado" (Verónica Abdala, autora de Café literário - la pulsión de escribir)
Retorno ao que nunca foi esquecido
" A ciência moderna tornou obsoletas as crenças míticas. Hoje os arqueólogos apenas constatam um passado perdido. Mas a experiência do...




