Conversas sobre as coisas que leio, ouço, vejo e quero compartilhar. Um arquivo de textos jornalísticos e críticos e imagens...fragmentos de ideias, imagens e pensamentos sobre as coisas pelas quais me interesso: arquitetura, artes, cidades, cinema, design, filosofia, fotografia, literatura, memória, moda, música... Peço que, ao mencionarem ou reproduzirem o conteúdo deste blog, deem os créditos, especialmente das fontes originais (Mário Santiago)
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8.6.25
Entrevista recomendável
"La psiquiatría tiene que salir de su atascamiento para ponerse al servicio de la sociedad", (Santiago Levín, presidente de la Asociación de Psiquiatras de América Latina). Página12, 18 Dez. 2014).
13.1.24
Jorge Alemán - "En la frontera. Sujeto y capitalismo"
Muito interessante esta apresentação do livro de
do escritor e psicanalista argentino Jorge Alemán.
Encontrei há pouco,após uns dois dias dedicados a
saber mais sobre o livro. Recomendo!
5.9.23
Marguerite Duras, "Escrever"
Um texto imprescindível da francesa Marguerite Duras (1914-1966). Soube dele ontem à noite, numa conversa on-line para o lançamento da edição brasileira do livro Escritas em Psicanálise, da psicanalista argentina Patrícia Leyack. A partir da rápida citação de um trecho de "Escrever",da Marguerite Duras, pela Patrícia Leyack, fiquei o resto da noite, e todo este dia, pensando no que significou para Duras o ato de escrever. O texto citado está na íntegra no site da revista Polichinello. A meu ver,uma leitura altamente recomendável:
8.8.23
O que psicanalistas dizem sobre o livro de Pasternak e Orsi?...
Muito boa conversa! Altamente recomendável!
20.2.23
"El futuro no es el porvenir"
(Trecho de uma reflexão do psicanalista e escritor argentino Jorge Alemán, publicada no jornal Página 12, 19 Fev. 2023.Outras notas deste autor podem ser encontrados em edições anteriores do mesmo jornal. A meu ver, são todas de recomendável leitura).
E já que estão caminhando por aqui, aproveitem para ler este texto do Slavoj Žižek, publicado no jornal Outras palavras:
Žižek propõe um curto-circuito temporal
"[...]o futuro não poderá ser mudado; mas o passado, sim. Se o colapso civilizatório hoje parece inevitável, há outra tática do porvir: introduzir, na sequência de eventos que nos trouxe até aqui, uma cunha – um ponto de inflexão."
2.11.22
Ecos de um certo Outubro de 2022
Brasil: un silencio de sepulcro
(Eric Nepomuceno)
”En
pocas ocasiones, al menos en la historia más reciente de Brasil, la expresión
´silencio de sepulcro´ ha sido tan justificada como ahora, frente al mutismo
absoluto de Bolsonaro luego de la derrota.
Tal sepulcro, sin embargo, se refiere solamente a la trayectoria política del
desequilibrado que supo ser el peor presidente de la Historia de mi país."
(Página12. 01 Nov. 2022)
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Hacia el tercer turno
(Atilio Borón)
"La duda sobreviene cuando se examina si ese mismo conglomerado político donde incómodamente conviven fuerzas históricamente enfrentadas - unidas como diría Borges más por el espanto que suscitaba Bolsonaro que por el amor que se profesaban- será capaz de garantizar la correcta dirección de la marcha del gobierno e impedir cruciales deserciones y letales episodios de ´fuego amigo´ a medida que se tomen las duras medidas requeridas para enfrentar con éxito la crisis."
(Página12. 01 Nov. 2022)
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Que os mortos tenham direito de votar
(Vladimnir Safatle)"Por isso, hoje não votarão apenas os vivos, votarão também os mortos. Ressurretos por um momento, eles segurarão a mão da insanidade como quem diz: ´Nós não seremos mortos uma segunda vez´."
(A terra é redonda. 30 Out. 2022)
18.10.22
Psicanalistas pela democracia
"A luta contra o autoritarismo, seja de direita ou de esquerda, está no DNA da psicanálise. Não há o que justifique um psicanalista fazer coro com o horror".
Recomendável a leitura do texto da psicanalista Vera Iaconelli, publicado na Folha de São Paulo.
6.9.22
A escuta nas ruas
Terça, véspera do feriado! Apareço aqui para divulgar o excelente dossiê publicado na edição 285, deste Setembro, da revista Cult.
Onde mora o perigo, lá também cresce o que salva
(Friedrich Hölderlin)
"No século 20, repetimos inúmeras vezes esse verso de Hölderlin sem saber como ele seria atual no século 21. Indivíduos, grupos, sociedades estão sendo atravessados ininterruptamente por processos individuantes que dissolvem e transfiguram o rosto do mundo. O Estado-nação também se transforma em Estados plurinacionais – a Bolívia já conquistou e o Chile ensaia essa possibilidade –, e o conceito-experiência de revolução que vivemos desde a Revolução Francesa já não nos serve. Ele sofre uma nova mutação, torna-se micropolítica, e não só no Brasil, mas na América Latina como um todo" (trecho do artigo da psicoterapeuta e professora Amnéris Maroni, nessa publicação). Leitura altamente recomendável.
2.6.22
"El pueblo" e sua representação política, segundo Freud e Sebastián Plut
Freud y la psicología de los pueblos
"Cuando Freud formula que la hipótesis filogenética permite tender un puente sobre el abismo entre psicología individual y de las masas está afirmando, por un lado, que el abismo es el negativo del pueblo y, por otro lado, que no debemos olvidar nuestro pasado, nuestros orígenes, nuestra historia, colectiva y de la especie. Con ello, evocamos el libro Ser judío de León Rozitchner. Él se pregunta sobre su pertenencia a la comunidad judía, y por qué no debía renunciar a esa identificación para ser revolucionario. Sostiene que lo que siente en común con todos los judíos es pertenecer a una comunidad que, por el mero hecho de serlo, les ha valido la persecución y la muerte" (interessante texto do psicólogo e psicanalista argentino Sebastián Plut, publicado no jornal Página 12 de hoje). Leitura recomendável! Há outros artigos muito interessantes do autor, no mesmo jornal.
18.12.21
De volta a Fanon, ao primeiro Fanon
Pele negra, máscaras brancas
Na edição (2020) da editora Ubu há um belíssimo prefácio da escritora portuguesa Grada Kilomba. Eis um trecho desse prefácio:
"Sem se aperceber, a minha professora de psicanálise segredou-me, porque de facto se tratava de um segredo. De algo que a ninguém se deve revelar. Algo censurado, proibido, que se oculta à vista e ao conhecimento. Algo que não deve existir no mundo da branquitude. Na biblioteca, Frantz Fanon não existia, e assim eu também não. Falo de novo sobre existência e ausência. Afinal, eu era a única estudante negra em todo o instituto de psicologia clínica e psicanálise, numa cidade recheada de várias gerações afrodescendentes, e aquela professora notou. Ela notou o princípio da ausência. O princípio no qual quem existe deixa de existir. E é com este princípio da ausência que espaços brancos são mantidos brancos, que por sua vez tornam a branquitude a norma nacional. A norma e a normalidade, que perigosamente indicam quem pode representar a verdadeira existência humana. Só uma política de cotas é que pode tornar o ausente existente. A entrega deste livro talvez não tenha demorado mais do que seis minutos, ou sete, mas foi um momento que mudou radicalmente o meu mundo, sem ela o saber. Pois Frantz Fanon tornou-se o centro de todos os meus trabalhos, tanto literários como artísticos."
Ler também esta nota de Anne Mathieu, publicada em 2009 no Diplomatique/Brasil. Dois textos altamente recomendáveis!
19.10.21
Freud, um expressionista, de Alessandra Affortunati Martins
Um ensaio muito interessante publicado na Revista Cult (edição 274)e no site Outras palavras.
"É importante que se diga logo: intensas correspondências entre expressionismo alemão e elaborações freudianas ficam sugeridas em várias linhas de seus escritos. Embora do lado bibliográfico psicanalítico o alinhave daquele movimento à teoria de Freud mostre-se praticamente desértico, o interesse da costura não se limita a uma simples curiosidade sobre mais uma das camadas a comporem as diferentes origens psicanalíticas. Se hoje ainda vale o esforço de reacender faíscas expressionistas nos escritos de Freud, isso se dá em função das perturbadoras e atuais ressonâncias de tal intersecção. Dito de outra maneira: o desafio de afinar os ouvidos na escuta daquele turbilhão, e sintonizar Freud à onda sonora daquela época, importa apenas na medida em que isso permite articularem-se questões do presente, assim como esboçarem-se algumas respostas aos nossos entraves sociais, políticos e psíquicos mais recentes. Obras artísticas e intelectuais dos períodos anterior e posterior à Grande Guerra ainda parecem oferecer desafios consideráveis para reflexões sobre formas e conteúdos de produções contemporâneas."
A ilustração (The unconscious dreams according to Sigmund Freud) é de autoria de Maxim Fomenko.
Leitura altamente recomendável!
29.5.21
Christian Dunker: Narcisismo ressentido, o sintoma nacional que chegou ao poder
Para o psicanalista Christian Dunker, o presidente representa a “cultura de condomínio” brasileira: só quem reside nos espaços intramuros merece viver.
1.4.21
31.3.21
Programa Roda Viva (TV Cultura)
Contardo Calligaris (1948-2021)
Contardo Calligaris
"Escrevi minha
tese de doutorado de 1980 a 1991. No fundo, trata-se de um longa meditação
sobre a ideia central de Hannah Arendt em “Eichmann em Jerusalém – Um Relato
sobre a Banalidade do Mal” (Companhia das Letras).
Por isso, era inevitável que eu corresse
para ver o filme de Margarethe von Trotta, que acaba de estrear, “Hannah
Arendt”. Tanto mais que ele narra especificamente os anos da vida de Arendt em
que ela assistiu ao processo de Eichmann e relatou sua experiência para os
leitores da revista “The New Yorker” (e, logo depois, no livro que citei).
Os artigos
foram recebidos por uma salva de injúrias e ameaças. Mas, quando eu me
interessei pela questão, a ideia de Arendt em “Eichmann em Jerusalém” já era
universalmente aceita no campo dos “Holocaust Studies”. Nota: a palavra
“holocausto” evoca para mim um sacrifício, como se as mortes pudessem ser algum
tipo de expiação; por isso, prefiro a palavra genocídio, que diz a verdade
sobre a intenção dos assassinos.
Mas vamos por partes. Adolf Eichmann,
tenente-coronel da SS, foi responsável pela logística do genocídio dos judeus
pela Alemanha nazista. Em 1960, enquanto vivia escondido na Argentina, Eichmann
foi capturado pelo Mossad israelense e levado a Jerusalém para ser processado.
Nessa altura, Arendt já tinha publicado
há tempos (em 1951) seu “Origens do Totalitarismo” (Companhia das Letras). Fato
extraordinário para a época, Arendt examinava os totalitarismos do século 20
levando stalinismo e nazismo para um mesmo tribunal. Ela encontrava as origens
do totalitarismo do século 20 no imperialismo colonialista e no racismo
(ideias, convicções, tanto das elites como dos povos) .
Pois bem, dez anos mais tarde, Arendt
saía do processo de Eichmann pensando diferente: as convicções (por exemplo,
antissemitas) dos funcionários do regime não bastavam para explicar o que os
tinha transformado em assassinos genocidas, e o totalitarismo tinha sido
possível não graças aos entusiasmos ideais de sua tropa, mas, ao contrário,
graças a personagens quaisquer e banais, facilmente dispostos a abdicar sua
faculdade de pensar.
Eichmann era um pateta –os filmados do
processo, que o filme mostra, são extraordinários para sentir a desproporção
entre o tamanho do crime e a mediocridade do criminoso. Preferiríamos que ele
fosse um exaltado ou um monstro: sua loucura explicaria o horror de seus atos e
o manteria solidamente afastado da gente, diferente de nós. Mas Eichmann não
era um monstro, era o vizinho do apê ao lado.
Isso constitui uma desculpa? Ao
contrário, aos meus olhos (e aos de Arendt também, acredito), a banalidade do
assassino constitui uma agravante.
O vizinho alega as ordens, a ordem ou a
fidelidade a qualquer grupo que seja, tudo porque quer parar de pensar: essa é
sua culpa original e mais grave, graças à qual ele se torna capaz de agir como
se não existissem considerações morais. De fato, ele quis sobretudo deixar de
dialogar com sua consciência.
Talvez em 2015 eu publique minha tese.
Fiquei a fim de explicar este fato um pouco assustador: há algo na dinâmica de
nossa subjetividade normal que faz com que parar de pensar seja uma tentação
constante, como se qualquer desculpa (ideológica, por exemplo) fosse boa para
fugir da solidão, que é a condição do diálogo moral de cada um com sua
consciência.
O coletivo (a nação, o partido, o
sindicato, a torcida, a gangue, o grupo adolescente de amigos, a própria
família) não oferece apenas ideologias e desculpas: ele fornece uma função para
cada um de seus membros. Com isso, não preciso pensar para decidir minha vida
–preciso apenas preencher minha função. É bom o que é funcional ao grupo -ruim,
o que não é.
Qualquer crepúsculo do indivíduo é um
crepúsculo da moral. Pensemos nisso, por favor, quando torcemos, agitamos
bandeiras ou falamos, misteriosamente, na primeira do plural.
Minha tese tinha o título “A Paixão de
Ser Instrumento”. Ela perguntava: por que a ideia de se transformar em
instrumento (abdicando a subjetividade da gente) teve e continua tendo tamanho
sucesso?
Para qual razão psíquica fundamental
teríamos todos uma predisposição a sermos seres estúpida e covardemente coletivos?
Por que preferiríamos ser funcionários do horror a conviver com as incertezas
cotidianas do juízo moral? A resposta não cabe aqui. Mas a questão não
envelheceu."
(Publicado na Folha de São Paulo em 18/07/2013. Foto: n/i)
9.2.21
Aos olhos de Ernesto
"Cantamos porque llueve sobre el surco
Y somos militantes de la vida
Y porque no podemos ni queremos
Dejar que la canción se haga ceniza"
(fragmento do poema Por que cantamos)
100 Años del poeta de la gente
Por que cantamos (com Nacha Guevara)
J.S. Bach - Cello suite nr. 2 in D Minor - 1. Prélude
La vida es una nube azul
Elicura Chihuailaf Universidad Diego Portales Ñi Kallfv ruka mu choyvn ka ñi tremvn wigkul mew mvley wallpaley walle mu, kiñe sause, kamapu ...





