Entrevista interessantíssima do filósofo, historiador da arte e professor Georges Dodo-Huberman ao também professor e artista francêa Arno Gisinger. Leitura altamente recomendável, igualmente recomendada pela professora Bruna Fontres Ferraz, do Programa de Pós-graduação em Estudos das Linguagens do CEFET-MG.
"Não me vejo como fotógrafo, ainda mais falando com você, que é um virtuoso e um artista dessa atividade técnica. Abordo a fotografia unicamente com as duas atitudes heurísticas do enquadramento e da montagem, o que é bem pouco diante dos aspectos formais da fotografia em geral: grão, luz, dimensão, orientação, escolha do suporte etc. A prática fotográfica, repito, para mim tem uma proximidade muito grande com essa produção intensa de fichas de escrita. Não bato uma foto com a intenção de fazer uma bela imagem a qualquer preço, mas para obter uma ficha associável a outras. Isso faz parte do que Foucault chamava de hypomnèmata, as ferramentas mnemônicas e heurísticas do pensamento."
Conversas sobre as coisas que leio, ouço, vejo e quero compartilhar. Um arquivo de textos jornalísticos e críticos e imagens...fragmentos de ideias, imagens e pensamentos sobre as coisas pelas quais me interesso: arquitetura, artes, cidades, cinema, design, filosofia, fotografia, literatura, memória, moda, música... Peço que, ao mencionarem ou reproduzirem o conteúdo deste blog, deem os créditos, especialmente das fontes originais (Mário Santiago)
Arquivo do blog
31.5.25
Arno Gisinger & Georges Didi-Huberman. Compreender por meio da fotografia
23.9.23
Patrícia Lavelle
Do fotógrafo Ozias Filho, este belíssimo ensaio fotográfico da poeta e escritora Patrícia Lavelle, publicado no jornal Rascunho, edição 276, de Abril de 2023.
14.3.23
Fotos belíssimas de Tony Luciani
Fotos belíssimas no álbum do fotógrafo Tony Luciani, que fiquei conhecendo através das amigas Carla Belintani e Renata Cattacini.
12.12.21
L´incroyable Vivian Maier
"Elle a continué sa pratique photographique tard, développant une œuvre en couleur aussi remarquable que ses images en noir et blanc. Elle a continué à aller voir des films, une de ses passions, et un témoin la décrit comme une ´encyclopédie vivante du cinéma´".
(Trecho da interessante matéria publicada no portal franceinfo/culture).
Recomendável a entrevista com Ann Masks, autora de uma interessante biografia de Vivian Maier, publicada no Chicago Magazine.
26.8.21
9.3.21
Cinco fotógrafas!
11.1.12
Fragmentos das imagens do século XX, segundo os fotógrafos da Magnum.
O jornal argentino Página 12 noticia o lançamento de uma interessante obra com as imagens descartadas pelos fotógrafos da agência Magnum após a seleção daquelas que deveriam ser publicadas. Imagens sempre conduzem a outras imagens.
22.4.11
Yann Arthus-Bertrand: "6 Bilhões de Outros".
Entrevista com o fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand (o mesmo diretor do documentário Home e autor das fotos da exposição The urban earth), idealizador da mostra 6 Bilhões de Outros, em cartaz no MASP. Ver alguns videos da exposição em Vimeo.
3.1.11
Le Monde: imagens de 2010.
28.12.10
18.10.08
Gisèle e a fotografia do séc. XX
No livro El mundo y mi cámara, agora editado pela editora argentina Ariel, com tradução de Palmira Freixas, as impressionantes histórias contadas por Gisèle Freund. Abaixo trecho da matéria publicada hoje no caderno ADNCultura do jornal argentino La Nación:
Foto de Gisèle Freund por Yvette Troispoux / AP
“La muchacha se llamaba Gisèle Freund, y la pequeña cámara Leica que su padre acababa de regalarle sería su medio de expresión y de vida, y el instrumento de su fama futura. Ella no quería, en realidad, sino doctorarse en La Sorbona con una tesis sobre la historia de la fotografía en el siglo XIX, y frecuentaba las grandes bibliotecas públicas de París, para documentarse y estudiar en paz. En la Nacional, en la rue de Richelieu, solía encontrarse con su antiguo maestro en Fráncfort, Walter Benjamin, ahora exiliado como ella, y al salir iban al café de la esquina a jugar al ajedrez. También allí conoció Gisèle a la compañera del filósofo y escritor Bernard Groethuysen, quien la presentó al grupo de intelectuales reunidos en torno a Jean Paulhan, el director de la Nouvelle Revue Française . Vale decir, el Gotha cultural de la época, cuando París era el centro del mundo”.
"WHEN you do not like human beings, you cannot make good portraits."
Mais sobre essa importante personagem do século XX pode ser visto no sítio: http://www.temple.edu/photo/photographers/gisele/gisele.htm
5.10.08
Imagens da primavera de 1983, captadas pelas lentes de Dani Yako e pelos olhos de Beatriz Sarlo.
Trecho do belo ensaio da grande escritora argentina, publicado ontem na Revista Ñ, do jornal Clarin.
“Borges, Cortázar y Bioy Casares están en este libro, captados en el momento mismo en que comenzaban a retirarse. Son lo que del año 1983 mira hacia el pasado, formando una trilogía que desde la literatura alcanzó la gloria de los medios de comunicación: los escritores inevitables, cuyos reportajes se devoran como se consumen sus fotos, con la seguridad de que se están yendo. Cortázar, después de muchos años, regresó a fines de 1983 a la Argentina, para morir poco después en París. Borges iniciaba el camino hacia Ginebra, envuelto en homenajes y en la bruma irónica de sus frases que, curiosamente, eran escuchadas como prueba de una sabiduría fácilmente transmisible (justamente lo opuesto de lo que eran). Bioy iba a reemplazar por pocos años a su amigo Borges, ya muerto, en el altar de los Grandes Viejos. En 1983, los tres escritores son lo que llega desde lejos, desde otra época. Igualmente, una foto del entierro de Arturo Illia, en el momento en que el cajón cubierto por la bandera entra, llevado a hombros, en el Congreso; los globos de luz están encendidos, como si estuviera atardeciendo. También esta foto mira una imagen del pasado”.




