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2.3.24

O "Choro" (1942), de Portinari


Maravilha! Na minha infância/adolescência eu não sabia tanto de choro quanto já sabia desta obra do Portinari. Acho que comecei a gostar de choro por influência do Portinari. Lembro, até hoje, e com muita saudade, da minha caixa de sapatos, repleta de recortes de obras de Portinari publicadas nas revistas O Cruzeiro e Manchete. Foi por aí também que conheci a antológica séria "Quixote". Agradeço ao estimado amigo, o professor e escritor Odenildo Sena, por ter me lembrado disso hoje, muito cedo, numa postagem dele para o grupo https://www.facebook.com/prosaversoearte


 

8.5.22

Do Eduardo Galeano

  
   Candido Portinari,
Retirantes, 1944.

Los nadies

Sueñan las pulgas con comprarse un perro
y sueñan los nadies con salir de pobres,
que algún mágico día
 
llueva de pronto la buena suerte,
que llueva a cántaros la buena suerte;
pero la buena suerte no llueve ayer, ni hoy,
ni mañana, ni nunca,
ni en lloviznita cae del cielo la buena suerte,
por mucho que los nadies la llamen
y aunque les pique la mano izquierda,
o se levanten con el pié derecho,
o empiecen el año cambiando de escoba.


Los nadies: los hijos de los nadies, los dueños de nada.
Los nadies: los ningunos, los ninguneados, corriendo la liebre, muriendo la vida, jodidos, rejodidos:

Que no son, aunque sean.
Que no hablan idiomas, sino dialectos.
Que no profesan religiones, sino supersticiones.
Que no hacen arte, sino artesanía.
Que no practican cultura, sino folklore.
Que no son seres humanos, sino recursos humanos.
Que no tienen cara, sino brazos.
Que no tienen nombre, sino número.
Que no figuran en la historia universal, sino en la crónica roja de la prensa local.
Los nadies, que cuestan menos que la bala que los mata.

(El libro de los abrazos, editora Siglo XXI)

13.5.21

Portinari: Retrato de Mário de Andrade (1935)


 

"Guerra e Paz"




Esta foto foi feita numa tarde quente de domingo, em 2013,
na exposição dos painéis Guerra e Paz (1952-1955),
no Cine Brasil - Vallourec, em Belo Horizonte.
Lembro sempre do dia em que eu vi (1958), pela primeira vez, uma 
foto destes painéis, publicada na revista O Cruzeiro, quando estavam sendo entregues pelo governo brasileiro à sede da ONU, em New York.

(João Cândido Portinari)


 

Entrevista com João Candido Portinari

"Ser um “portinari” — dizia a plaquinha com data de 914 rastreada na Internet — significava encontrar alegria na felicidade do outro, ajudar o próximo, emprestar o ombro."
(trecho da entrevista com o filho de Portinari, publicada pela Fundação Osvaldo Cruz)

Cartas de Mário de Andrade a Portinari

Alguns posts inspirados na leitura do livro Portinari amico mio - cartas de Mário de Andrade a Candido Portinari, Organização, introdução e notas de Annateresa Fabris (Editora Autores Associados, Campinas, 1995).



  Fragmentos do livro de Annateresa Fabris

Algumas obras citadas no livro acima podem ser vistas aqui. 
















         
      





Ah, Nicanor!

  Caminhando por aqui, despretensiosamente, me deparo com esta bela foto do grande poete chileno. Não lembro onde a obtive, mas isso será in...