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8.2.22

Los pobres de Rivera


Diego Rivera
El sueño - La noche de los pobres
1932

 

Les temps e Sartre

"Quer escreva, quer trabalhe na linha de produção, quer escolha uma mulher ou uma gravata, o homem manifesta sempre: ele manifesta seu meio profissional, sua família, sua classe e, finalmente, como está situado em relação ao mundo inteiro, é o mundo inteiro que ele manifesta. Um homem é toda a terra. Está presente em todos os lugares, age em todos eles, é responsável por tudo. É em todos os lugares, Paris, Postdam, Vladivostok, que seu destino está em jogo. Aderimos a esta visão porque elas nos parecem verdadeiras, porque nos parecem socialmente úteis no momento presente, e porque a maior parte das pessoas nos parecem pressenti-las e reivindicá-las. Nossa revista gostaria de contribuir, por sua modesta parte, para a constituição de uma antropologia sintética. Mas não se trata somente, repitamos, de preparar um progresso no domínio do conhecimento puro: a meta longínqua a que visamos é uma libertação. Já que o homem é uma totalidade, não basta apenas dar-lhe o direito de voto, sem tocar nos outros fatores que o constituem: é necessário que ele se liberte totalmente, isto é, que se faça outro, agindo tanto sobre sua constituição biológica quanto sobre seu condicionamento econômico, sobre seus complexos sexuais e sobre os dados políticos de sua situação." (Trecho do texto de J.P. Sartre para a abertura do primeiro número da revista Les Temps Modernes - Outubro de 1945). Transcrito do site A terra é redonda.

6.2.22

Do Miguel Rep, a história de amor de Torcuato y Lana.

 Há tempos que não compartilho as belas histórias do grande quadrinista Miguel Rep. O dia chuvoso e nublado deste domingo me proporcionou um encontro com o magnífico autor argentino, nesta história publicada no jornal Página 12. O amor de Torcuato y Lana. Admirável! E altamente recomendável!


5.2.22

A cidade vista da cidade

Um novo projeto literário da Atafona está disponível para o conhecimento do público. Trata-se de "A cidade vista da cidade", pensado a partir de uma imagem (abaixo)de autoria do fotógrafo Reinaldo Ziviani. No site da editora é possível o documento com as normas para a participação neste projeto.



¿Crees que la gente tendrá paciencia de leer?

Uma boa conversa entre os escritores Ricardo Piglia y Juan Villoro, publicada na revista Letras Libres em setembro de 2007. matéria da qual fiquei sabendo através do blog Calle del Orco, onde é possível obter um link para o texto integral da publicação. 
"La escritura es una exploración que no agota el sentido y, como dices, suspende el problema, le encuentra nuevos detonantes, lo expande. El otro componente del consumo de literatura es la lectura. En El último lector postulas posibilidades extremas de lectores absolutos, lectores terminales; a veces en un sentido literal, como el caso del Che Guevara, un hombre que va a morir leyendo y cuyos últimos gestos son gestos de lectura, o Don Quijote, que es el último lector de una tradición, el lector que clausura las novelas de caballería" (Juan Vllloro)

17.1.22

Do Eric para o Thiago

"Lembro de um homem angustiado, indignado, mas cheio de fé na vida. Falamos do Brasil distante e de seus tempos chilenos, de sua amizade muito próxima com Pablo Neruda e Violeta Parra. De como foi ter traduzido Neruda para o português do Brasil e ter sido por Neruda traduzido para o castelhano. Falamos da sua dor por ter visto sua pátria adotiva ser destroçada." (Belíssimo texto dedicado pelo escritor Eric Nepomuceno ao amigo Thiago de Mello, recentemente publicado no site da Carta Maior. Leitura altamente recomendável).

Thiago de Mello e seus amigos

Uma interessante conversa na TV Tutaméia, com a participação da jornalista e tradutora Rosa Freire d´Aguiar e do fotógrafo Samuel Iavelberg.

14.1.22

"Memória para o esquecimento", do palestino Mahmud Darwich

"Eu quero o aroma do café. Nada além do aroma do café. De cada dia,não quero nada além do aroma do café para me manter unido, me erguer, passar de algo que rasteja a um ser ereto, colocar de pé o que me cabe deste amanhecer, para que possamos sair à rua, este dia e eu, à procura de outro lugar."
...
"Como posso lavrar o aroma do café em minhas células, enquanto as bombas avançam pela fachada da cozinha que fica de frente para o mar, espalhando o cheiro de pólvora e o gosto do nada? Começo a medir o tempo entre duas bombas. Um segundo. Um segundo é mais breve que o tempo entre inspirar e expirar, entre dois batimentos cardíacos."
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"E o café, para quem como eu o conhece, significa fazê- lo com as próprias mãos, e não recebê- lo numa bandeja, pois quem traz a bandeja traz junto a conversa, e a primeira xícara de café, a virgem da manhã silenciosa, é arruinada pela conversa. O amanhecer, o meu amanhecer, é avesso à fala. O aroma do café pode absorver sons - mesmo um animado e gentil ´Bom dia!´- e rançar."
(Trechos do belíssimo livro do escritor palestino Mahmud Darwich [1941-2008], editado pela Tabla (2020), com uma primorosa tradução de Jafa Jubran. Altamente recomendável!)

"Vidas palestinas importam". Belíssimo texto da professora Samira Osman sobre o livro do poeta Darwich, publicado no site da Quatro cinco um.

 

Para mim, os mais belos poemas de T.S. Eliot

  Four Quartets Há décadas, lá pelos idos anos de 1970, ganhei este livro de presente de meu irmão,  Nivaldo Santiago, quando ele retornava ...