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31.8.26

Retorno ao que nunca foi esquecido

 "A ciência moderna tornou obsoletas as crenças míticas. Hoje os arqueólogos apenas constatam um passado perdido. Mas a experiência do tempo mítico ainda é forte em poetas como Holderlin que, antes de enlouquecer, escreveu sua tragédia A morte de Empédocles, ou em filósofos como Nietzsche, que concebeu a ideia de eterno retorno. Xamãs e poetas sempre souberam que o eterno se aloja em cada momento que passa. A circularidade do tempo torna relativa a noção de progresso. Na fluidez das metamorfoses e na velocidade do movimento, o que se revela é apenas a totalidade do tempo e do mito."
(grifo do resumo de um belíssimo ensaio de 1992, do grande intelectual brasileiro Laymert Garcia dos Santos -  "O tempo mítico hoje" [d
isponível, na íntegra, no site Artepensamento, do IMS]; este texto foi lido por mim há mais de trinta anos, na coletânea Tempo e História, organizada por outro brasileiro, o Adauto Novaes, e me encontrou há poucas horas, se convidando a ser novamente lido. Impossível não compartilhá-lo a partir daqui).  

La vida es una nube azul

Elicura Chihuailaf Universidad Diego Portales Ñi Kallfv ruka mu choyvn ka ñi tremvn wigkul mew mvley wallpaley walle mu, kiñe sause, kamapu ...